terça-feira, 12 de abril de 2011

AUMENTO DO ESFORÇO MILITAR CONTRA KADAFFI

 O ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, reivindicou nesta terça à Otan "manter e intensificar os esforços militares" na Líbia para proteger a população civil das ofensivas do ditador Muammar Kadafi. Hague declarou que o Reino Unido havia enviado novos recursos aéreos e convidou os aliados "a fazer o mesmo".




O recrudescimento da violência na cidade líbia de Misrata centrará o conselho de Exteriores que a União Europeia realiza nesta terça em Luxemburgo, no qual os ministros analisarão a situação na Líbia e se entrevistarão com uma delegação da oposição.



Hague se referiu ainda a Muammar Kadafi e reiterou que a Líbia só terá um futuro "viável" quando ele "sair do país". Com relação à possibilidade de um cessar-fogo por parte das tropas do regime líbio, o britânico disse que "Kadafi já descumpriu dois supostos acordos".



Para o britânico, "o importante é alcançar um cessar-fogo real" para que depois "a ONU possa realizar sua verificação". Sobre o Irã, Hague apontou que os 27 decidirão nesta terça-feira novas sanções contra 32 altos cargos do regime iraniano que a União Europeia considera à mão executora de Mahmoud Almadinejad e suas políticas de violação dos direitos humanos no país.



Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional

Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.



A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Após menos de 48 horas, a 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos. Dez dias depois, o comando da operação passou à Otan.

PARCEIROS FECHAM ACORDOS

Brasil e China assinaram nesta terça-feira acordos milionários para reforçar a cooperação tecnológica petroleira e aeronáutica, com destaque para a venda de 35 aviões da Embraer a empresas chinesas, durante a visita a Pequim da presidente Dilma Rousseff.




A construtora aeronáutico brasileira venderá 20 aviões do tipo E190 à empresa China Southern e outros 15 exemplares do mesmo modelo para a Hebei, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.



Os valores da compra não foram revelados oficialmente, mas fontes da delegação brasileira afirmaram que o preço médio das aeronaves é de 40 milhões de dólares.



Além disso, foi assinado um acordo com a Corporação da Indústria de Aviação Chinesa (AVIC) para a produção do Legacy 600 da Embraer no país asiático, principal parceiro comercial do Brasil.



A presidente brasileira indicou que a empresa Fox.com anunciou interesse em investir nos próximos cinco a seis anos 12 bilhões de dólares na produção de aplicativos para telefonia móvel e informática, como telas para aparelhos celulares.



Dilma Rousseff explicou que um grupo de trabalho foi criado para estudar a aplicação do projeto.



A empresa de telefonia Huawei também anunciou a decisão de construir um centro de pesquisas na região de São Paulo, com investimentos de entre 300 e 400 milhões de dólares.



Ainda no campo tecnológico, os dois países se comprometeram com um intercâmbio de reitores de universidades e estudantes, assim como com o desenvolvimento no Brasil de tecnologias para o aproveitamento do bambu.



Somente no campo da tecnologia, ciência e inovação, o investimento chinês no Brasil vai superar um bilhão de dólares, segundo Pimentel.



Após uma reunião da presidente Dilma com o chefe de Estado chinês, Hu Jintao, também foram assinados contratos entre a Petrobras e as estatais chinesas Sinopec e Sinochem no campo da exploração e aproveitamento de óleos dos poços praticamente extintos.



Outros acordos incluem a cooperação nas áreas de defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, normas fitossanitárias, tecnologia agrícola e agricultura tropical.



A China também autorizou as importações de carne de porco procedentes do Brasil, que até agora estavam proibidas sob alegação de razões fitossanitárias.



Para a presidente do Brasil, os resultados em ciência e tecnologia nesta primeira edição do diálogo entre os dois países são muito promissores.

A PRESIDENTA E OS DIREITOS HUMANOS

A presidente Dilma Rousseff, que está em visita oficial à China e reuniu-se nesta terça-feira com seu par chinês, Hu Jintao, afirmou manter em relação ao país asiático postura semelhante à que apresentou em relação aos Estados Unidos durante a visita do presidente Barack Obama ao Brasil, no mês passado.




"Temos a mesma posição que tivemos com os Estados Unidos", disse Dilma à imprensa, destacando que "todos os países têm problemas ligados aos direitos humanos".



Dilma Rousseff fez referência à nota conjunta que os dois líderes divulgaram após seu encontro, na qual os seus países se comprometem a "fortalecer as consultas bilaterais" e "promover o intercâmbio de experiências e boas práticas".



A China é acusada pelos grupos de defesa das liberdades fundamentais de violar sistematicamente os direitos humanos dos opositores e dissidentes, os quais não hesita em prender para fazer com que se calem.



Nos últimos meses, houve um recrudescimento da repressão contra opositores do regime, muitos deles inspirados pelas revoltas organizadas nos países árabes para pedir mudanças políticas.

A CRISE AMERICANA-CUBANA AINDA PERSISTE

As relações entre Cuba e Estados Unidos atravessam um leve aquecimento, mas 50 anos após a invasão fracassada à Baía dos Porcos por exilados cubanos treinados pela CIA, Havana e Washington parecem ainda irreconciliáveis.



A chegada de Barack Obama à Casa Branca tinha aumentado as esperanças de um novo capítulo nas relações entre ambos os lados do Estreito da Flórida.



Mas, em pouco mais de dois anos, houve pouco progresso e a desconfiança recíproca reinante após o episódio da Baía dos Porcos, no dia 17 de abril de 1961, não se dissipou.



Pior ainda, a condenação do americano Alan Gross a 15 anos de prisão pela justiça cubana por "espionagem" no mês passado reavivou as tensões.



O aquecimento, se é que haverá um aquecimento, "ocorrerá apenas de forma lenta. Cubanos e americanos embarcaram em uma valsa sem que, nenhum dos dois dance verdadeiramente", comenta Christopher Sabatini, analista do centro de reflexão Americas Society. "O caso Alan Gross é claramente um ponto de atrito e vai permanecer assim", acrescentou.



Para Sabatini, os onze presidentes americanos que se sucederam depois de Eisenhower tiveram todos uma tendência a "serem tomados como reféns". A cada vez que Fidel e Raul Castro endureciam a sua postura na ilha, Washington era obrigado a reagir, impulsionado pelo ultraconservadorismo dos exilados cubanos.



"Os Castro não querem uma grande abertura. Eles estão conscientes que se seus compatriotas tiverem um acesso maior à informação e aos meios de comunicação, seu governo totalitário será questionado", acrescentou.



Os Estados Unidos mantêm sempre o mesmo discurso: o embargo há 50 anos não será levantado sem uma abertura democrática, indo além da simples libertação de prisioneiros políticos.



No entanto, o governo americano deu alguns pequenos passos.



Rompendo com seu antecessor George W. Bush, o presidente Obama levantou as restrições sobre as viagens dos cubano-americanos para a ilha e facilitou as transferências de dinheiro para Cuba.



Já Cuba não autorizou a abertura política e iniciou mudanças econômicas muito pequenas.



O processo é "muito lento e muito difícil", "há complicações políticas, tanto aqui como em Cuba", ressaltou Michael Shifter, diretor do Inter-American Dialogue, um centro de reflexão de Washington.



Por outro lado, com mais republicanos no Congresso depois das eleições de novembro, disse, é muito pouco provável que a anulação do embargo, a facilitação das trocas comerciais ou, ainda, a retirada da proibição imposta aos americanos de visitar Cuba estarão de volta à mesa em breve.



A "grave crise econômica" atravessada por Cuba obriga seus dirigentes a "realizar mudanças econômicas aos poucos e acho que isso poderá causar um pouco de abertura", considerou Shifter.



Em Cuba, o Congresso do Partido Comunista (PCC) coincidirá com as celebrações dos 50 anos da invasão fracassada à Baía dos Porcos.



"Serão feitas várias referências ao intervencionismo ianque e à necessidade de impedir abusos como esse no futuro", uma retórica "ainda eficaz para inserir o medo no coração dos cubanos", disse Sabatini.



A Universidade de Miami, na Flórida, onde vivem um milhão de americanos de origem cubana, vai lembrar o episódio da Baía dos Porcos convidando os veteranos. "A luta continua (virtualmente) dos dois lados do Estreito da Flórida, isso dá uma ideia da inércia em que estamos presos", constatou Sabatini

O CASO DO 11 DE SETEMBRO COMEÇARÁ A SER JULGADO

Promotores americanos compilaram centenas de evidências contra os cinco homens acusados de terem planejado os atentados de 11 de setembro de 2001 - mas somente agora detalhes da complexa logística dos ataques começam a ser expostos.




A revelação do conteúdo de uma longa ata de acusação, adotada por um júri nova-iorquino em dezembro passado, acontece dias depois que os Estados Unidos decidiram levar o cérebro do 11/9, Khalid Sheikh Mohammed, e seus cúmplices Walid bin Attash, Ramzi Binalshibh, Ali Abd al-Aziz Ali e Mustapha Ahmed al-Hawsawi a julgamento em um tribunal militar na base naval de Guantánamo, em Cuba, e não em um tribunal federal.



Transferências bancárias, voos domésticos, pedidos de vistos, dezenas de ligações telefônicas: quase dez anos depois dos atentados, os Estados Unidos reconstruíram por dez anos, peça por peça, sua gênese logística neste documento, o mais completo realizado até agora a respeito dos fatos que abalaram o país.



A elaboração do plano começou no início de 1999, quando Khaled Sheikh Mohamed (ou KSM) propôs a Osama Bin Laden utilizar aviões comerciais como mísseis contra objetivos americanos. Segundo a ata de acusação, ele dirigiu toda a operação até o último minuto.



Em 31 de dezembro de 1999, Wallid ben Attach, um saudita nascido em 1979, viaja de primeira classe entre Bangcoc e Hong Kong com uma navalha no bolso e "se aproxima da cabine para colocar em teste as medidas de segurança". Vários dias mais tarde, realiza outros voos internacionais, sempre com uma navalha no bolso.



Paralelamente, em Hamburgo (Alemanha), onde mantém uma amizade com Mohammed Atta (futuro chefe do comando), Ramzi ben-al-Shaiba, um iemenita de 38 anos, quer se tornar um dos pilotos suicidas. Os Estados Unidos negam seu visto quatro vezes, entre 15 de maio e 15 de outubro de 2000. A pedido de KSM, passa, então, a ser o intermediário entre ele e os futuros pilotos camicases.



Na mesma época, em Dubai, Ali Abd al-Aziz Ali, um paquistanês sobrinho de KSM e nascido em 1977, fornece programas de simulação de voo aos futuros pilotos e começa a realizar transferências bancárias a contas nos Estados Unidos. As autoridades americanas detectam, entre janeiro e junho de 2000, 35 ligações telefônicas entre ele e os futuros pilotos.



Aparece então aquele que é considerado o principal financiador dos atentados, Mustafah al-Hussaui, um saudita de 42 anos. A pedido do cérebro da trama, as transferências são feitas em pequenas quantias para não levantar suspeitas. Dessa forma, milhares de dólares chegam a contas espalhadas nos Estados Unidos, inclusive a do francês Zacarias Moussaoui, que tinha previsto participar nos atentados, mas que foi preso um mês antes.



A partir de abril de 2001, dos Emirados Árabes Unidos, al-Hussaui segue com a operação e se reúne com KSM e al-Shaiba.



Entre 9 e 16 de julho de 2001, al-Shaiba se reúne com Atta na Espanha e ambos discutem, entre outras coisas, os alvos contra os quais serão jogados os aviões sequestrados.



Em 23 de julho de 2001, KSM pede um visto para os Estados Unidos, que é rejeitado. No final de agosto, anuncia a Bin Laden a data escolhida para os atentados.



Entre 4 e 10 de setembro, os futuros pilotos transferem o dinheiro que lhes sobrara para as contas de al-Hussaui nos Emirados Árabes. Este último recupera seu dinheiro e viaja para o Paquistão no dia 11 desse mês. Al-Aziz Ali e Ben al-Shaiba também deixam os Estados Unidos e viajam para o Paquistão.



Wallid ben Attach está, em 11 de setembro, junto a Bin Laden, que ordena que ele vá para Tora Bora, no Afeganistão, para se preparar para uma ofensiva.



A partir desse dia, os cinco homens começam a se esconder. Segundo a ata de acusação, "Ramzi ben al-Shaiba e Mustafah al-Hussaui se reúnem com Bin Laden no Afeganistão, e o encontro é filmado".



Os detalhes das prisões dos terroristas também são revelados.



Exatatamente um ano depois dos atentados, em 11 de setembro de 2002, Ramzi ben al-Shaiba é surpreendido pela polícia paquistanesa dormindo em um apartamento do bairro elegante de Karachi, e se entrega sem resistir.



Em 1º de março de 2003, Kaled Sheikh Mohamed é detido em uma incursão das forças especiais paquistanesas em uma casa de Rawalpindi, onde se escondia junto a Mustafah al-Hussaui.



Em 29 de abril de 2003, em Karachi, também no Paquistão, Ali Abd al-Aziz Ali e Wallid ben Attash são surpreendidos numa operação da polícia deste país.



No início, os cinco detidos desapareceram nas prisões secretas da CIA, onde foram torturados. Em setembro de 2006, reapareceram em Guantánamo com outros nove detidos considerados de "alta importância", e foram detidos em celas de alta segurança, às quais a imprensa nunca teve acesso.

Expansão da Eurocopter na América Latina, através da Helibras,

Helicóptero EC-725 da FAB Foto - DefesaNet A Helibras e Eurocopter exibirão durante a LAAD Defense & Security 2011, no Riocentro, sete helicópteros da sua gama militar e governamental utilizados pelas forças de segurança no Brasil e no mundo, além de apresentar toda a sua capacitação em armamentos e na modernização de aeronaves de asas rotativas.



Estarão no estande da Helibras (espaço G-30 da área externa), as três primeiras unidades do EC725 entregues às Forças Armadas em 2010, produzidas pela Eurocopter com a participação de técnicos brasileiros, e que a partir de 2012 serão fabricadas no novo centro de excelência que está sendo construído na fábrica da empresa em Itajubá (MG). A Eurocopter também está participando do evento apresentando uma visão geral de sua linha de produtos, no estande da EADS, holding do Grupo (espaço F46 no Pavilhão 4).



"A Helibras vai se tornar uma pedra fundamental na base industrial mundial da Eurocopter, com todas as habilidades necessárias para a fabricação de helicópteros, a montagem, integração, atualização e suporte", disse o presidente e CEO da Eurocopter, Lutz Bertling. "Nossa presença em posições estratégicas no Brasil é importante para o crescimento da Eurocopter no país e na América Latina, além de assegurar a excelência em suporte e treinamento para operadores de toda a região."



O EC725, um biturbina de 11 tolenadas, é o mais recente membro da família Super Puma/Cougar da Eurocopter que o governo brasileiro contratou, em 2008, para desempenhar missões de transporte e segurança. A maior parte das 50 unidades contratadas será fabricada pela Helibras em Itajubá, que duplicará sua capacidade de produção bem como o número de funcionários. Além de produzir o EC725 a Helibras desenvolverá outras atividades industriais, como a fabricação dos chicotes elétricos e a montagem das caixas de velocidade e de outras partes da aeronave.



Também será exibido na LAAD 2011 o helicóptero AS550A2 Fennec operado pela Aviação do Exército brasileiro, cuja frota de 36 unidades será modernizada pela Helibras, em um programa que integra novas opções de armamento, novo painel com glass-cockpit, um novo Sistema de Controle de Voo Automático (AFCS, na sigla em inglês) com piloto automático e novos assentos para os pilotos, aperfeiçoados com a inclusão de um reforço para proteção contra choques.



O AS350/AS550 é um helicóptero monoturbina multimissão que entrou em operação na Aviação do Exército brasileiro há mais de duas décadas. Com o programa de modernização desenvolvido pela Helibras, essas aeronaves continuarão em operação por mais 25 anos.



Além disso, a Helibras vai apresentar na LAAD 2011 um novo painel de instrumentos do AS350/AS550, que incorpora três telas de LCD, desenvolvidas em cooperação com a francesa Sagem e a brasileira Aeroeletrônica.



A Helibras já produziu mais de 400 unidades do AS350 para o mercado latino-americano. A modernização desse modelo estará disponível para aplicação em toda a frota de AS350 Esquilo em operação no Brasil, que é de aproximadamente 350 aeronaves.



Também será exibido no estande da Helibras o monoturbina EC130 equipado com um kit para transporte aeromédico e um HM-1 Pantera – versão do AS565 Panther operado pelo Exército brasileiro. A Helibras tem um contrato para a modernização de 34 unidades do HM-1 Pantera da Aviação do Exército, que também ganharão mais 25 anos de vida útil. A modernização dos Pantera incluiu um novo fenestron com pás assimétricas, novo motor Turbomeca Arriel 2C2 com FADEC (Full Authority Digital Engine Control), novo painel com glass-Cockpit, piloto-automático de 4 eixos e o sistema Pro Line 21 para comunicações via rádio, navegação e monitoramento.



“Com nossa presença muito forte na Latin América Aero & Defense 2011, a Helibras está demonstrando sua capacidade de crescimento para o futuro” explicou Eduardo Marson Ferreria, presidente da empresa.

ITÁLIA NA LAAD

O ICE - Instituto Italiano para o Comércio Exterior organiza, pela 4ª vez, em colaboração com AIAD – Federação das Indústrias Italianas para os setores Aeroespacial, Defesa e Segurança, o Pavilhão Italiano na LAAD - Latin America Aero & Defense, com 16 empresas. Esta participação coletiva no evento deriva da oportunidade que o mercado sul-americano oferece aos produtores do setor e objetiva, sobretudo o aumento das exportações de produtos italianos, bem como a negociação de acordos de distribuição e no campo tecnológico.




O mercado sul americano oferece boas possibilidades de negócios a médio e longo prazo para os produtores do setor aeroespacial e de defesa. O Brasil, em particular, dispõe do mais alto orçamento governamental da América Latina destinado ao desenvolvimento do setor, que apresentou crescimento de cerca de 50% nos últimos seis anos. A Estratégia Nacional da Defesa, subdividida em três fases, que serão concluídas respectivamente em 2014, 2022 e 2030, prevê significativos investimentos para a modernização das forças armadas e aquisição de novas tecnologias, também através de joint-venture in loco e alianças estratégicas para o desenvolvimento de programas conjuntos de pesquisa.



Acordo entre presidentes



O recente acordo firmado entre o então presidente Lula e o Presidente do Conselho Silvio Berlusconi no campo militar, prevê o desenvolvimento de projetos para a construção de navios para o patrulhamento do mar, além de fragatas e navios de apoio logístico. O acordo prevê ainda a transferência de tecnologia e de desenvolvimento de sistemas de navegação e radar, além do desenvolvimento de mecanismos de segurança das comunicações por meio de satélites.



As empresas italianas que aderiram à iniciativa incluem duas da Puglia (A.G.E. e Processi Speciali), além de uma representação do Distrito Aeroespacial da Puglia, as indústrias Beretta Defence Technology (o mais antigo fabricante de armas de fogo do mundo), Calzoni, Fiocchi Munizioni, Larcet, Magnaghi Aeronautica, Salver e o grupo de empresas do grupo Finmeccanica, formado por AgustaWestland, Alenia Aeronautica, Oto Melara, Selex Communications, Selex Galileo, Selex Sistemi Integrati e Telespazio.



Também estarão presentes na feira outras empresas italianas com participações autônomas, entre elas IDS, Elettronica, Avio (que recentemente anunciou a aquisição integral do sócio local por meio do qual torna ativo o contrato com a Força Aérea Brasileira para a manutenção das turbinas de seus aviões), Fincantieri (que, através da joint venture com a Finmeccanica, denominada Orizzonte Sistemi Navali, apresentou ao governo brasileiro uma proposta de parceria, que traria a construção para o Brasil, com total transferência de tecnologia, de fragata tipo Fremm, navios de patrulhamento cerâmico e de apoio logístico) e Iveco (empresa do grupo Fiat que, em breve, iniciará uma unidade de negócios, dedicada aos veículos terrestres para a defesa, após o contrato firmado entre o final de 2009 para o fornecimento de veículos blindados ‘anfíbios’ para o transporte de tropas, que a empresa está desenvolvendo em colaboração com o exército brasileiro e que verá a produção em série iniciada a partir da segunda metade de 2012).



Para a inauguração do evento está prevista a presença do Secretário Geral de Armamentos do Ministério da Defesa da Itália, Gen. S. A. Claudio Debertolis.