A Indra, uma das principais multinacionais de TI da Europa e América Latina, participará da LAAD - Defence & Security2011, de 12 a 15 de abril, no Riocentro, Rio de Janeiro. A companhia apresentará suas soluções de vigilância de fronteiras, comando e controle, sistemas de comunicações militares, defesa aérea, radar de vigilância, plataformas não tripuladas, sistemas de defesa eletrônica e soluções de simulação, entre outras.
Na área de controle de fronteiras, a companhia apresentará seu Sistema de Vigilância Exterior. A solução da Indra está implementada em grande parte da costa espanhola, assim como em Portugal, Romenia, Lituânia e Hong Kong. O sistema da Indra vigia mais de 3.000 Km de fronteira em todo o mundo.
Em vigilância aérea, a companhia mostrará na LAAD seu sistema de radar Lanza 3D. Este sistema é um dos elementos chave da rede de alerta precoce que protege todo o sistema aéreo espanhol. O radar Lanza 3D também foi adquirido por Portugal e Uruguai.
Outra área em que a Indra mostrará sua experiência será a de Plataformas não Tripuladas. A companhia apresentará nesta feira seu mini UAV Mantis, um sistema preparado para ser transportado por uma ou duas pessoas e que tem capacidade de obter imagens a vários quilômetros em tempo real.
Como referências da Indra neste tipo de soluções destaca-se o emprego com êxito do sistema UAVs táticos que o Exército espanhol vem utilizando atualmente no Afeganistão. A companhia desenvolveu também um helicóptero não tripulado, denominado Pelicano, desenhado especificamente para desempenhar tarefas de vigilância marítima e que pode ser embarcado em navios militares. Participa também de numerosos projetos europeus de Pesquisa e Desenvolvimento relacionados com estas tecnologias.
Gestão de Emergências
Uma área de demanda crescente na qual a Inda é líder e que será apresentada ao público da feira no Rio de janeiro, é a dos sistemas de comando e controle. A necessidade de garantir a segurança dentro das próprias fronteiras de cada país está levando, nos últimos anos, à implantação de tecnologias que melhoram a coordenação das distintas forças e corpos de segurança que intervêm em situações de emergência.
A companhia mostrará sua sólida experiência na implantação destes tipos de soluções, a exemplo do Centro de Segurança e Emergências (CISEM), que gerencia todos os incidentes e grandes eventos com assistência massiva de público que acontecem na cidade de Madri. Também dotou a Unidade Militar de Emergências (UME) com o Sistema Integrado Militar de Gestão de Emergências (SIMGE) que é um sistema de comando e controle que permite detectar situações de risco e coordenar operações de combate à incêndios florestais, nevadas e inundações, entre outros.
Outras soluções que a Indra levará à LAAD são os sistemas de comunicações por Satélite T-SUB para submarinos, o sistema de alertas radar ALR-400 dos aviões de transporte militar A400M, assim como soluções de contra ameaças NRBQ. Também mostrará uma demo do centro de simulação das Forças Aeromóveis Espanholas, as FAMET, que dispõem de simuladores da Indra para treinar pilotos de helicópteros Cougar, Chinook e Tigre.
A Indra mantém uma forte presença na América Latina e opera no Brasil desde 1996, através da Indra no Brasil, que conta com escritórios em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A companhia colabora recorrentemente com a Forças Armadas brasileiras em projetos relacionados com comunicações militares via satélite, radares e sistemas de defesa eletrônica. A Indra também conquistou uma sólida posição no Brasil em mercados de administrações públicas, telecomunicações e indústria e consumo.
Sobre a Indra
A Indra está presente no Brasil desde 1996, conseguindo ao longo destes anos, uma sólida posição nos mercados de administração pública, telecomunicações e indústria e consumo.
A companhia se destaca no país pela sua experiência no mercado de energia e utilities, onde tem se posicionado como referência, aportando o conhecimento de seus profissionais e tecnologia de ponta. No Brasil possui uma ampla cobertura territorial, somando mais de 40 clientes.
Do mesmo modo, a Indra trabalha no Brasil com destacadas companhias de setores como telecomunicações, indústria e consumo, além de mantém contratos de BPO com importantes companhias aéreas do país.
A Indra é um das principais multinacionais de Tecnologia da Informação da Europa e da América Latina. É a segunda companhia europeia do seu setor em investimentos em P&D, com cerca de 500 milhões de euros investidos nos últimos três anos. As vendas em 2010 atingiram 2.557 M? e sua atividade internacional correspondeu a 40%. Conta com mais de 30.000 profissionais e com clientes em mais de 100 países
terça-feira, 12 de abril de 2011
guarani da iveco
A Iveco vai criar uma divisão de veículos militares cuja primeira ação será gerenciar o projeto do VBTP-MR, o veículo blindado anfíbio que a empresa desenvolve em conjunto com o Exército Brasileiro. Nomeada Iveco Veículos de Defesa, a nova divisão começa com um investimento de R$ 75 milhões para a construção de uma unidade produtiva dentro do complexo industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG). Uma área de 18 mil metros quadrados será totalmente reformulada para acolher a produção seriada das 2.044 unidades do VBTP já encomendadas pelo Exército e que está prevista para começar no segundo semestre de 2012. A plena carga, a nova unidade vai empregar 350 pessoas, muitas das quais treinadas para tarefas especializadas e raras no mercado, como solda de aço balístico.
A Iveco Veículos de Defesa foi anunciada oficialmente hoje (4/4) ao governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, em evento realizado no Centro Administrativo do Governo do Estado e que teve a participação do Comandante do Exército Brasileiro, General Enzo Peri, entre outras autoridades civis e militares. Na cerimônia, foi apresentado também o primeiro protótipo do VBTP-MR, batizado “Guarani”, que será exibido na Latin America Air & Defence (LAAD), a maior feira militar da América Latina que começa no dia 12 no Rio de Janeiro.
Após ser exibido na LAAD, o protótipo segue para o campo de provas do Exército Brasileiro em Marambaia (RJ), para um período de testes. Ao mesmo tempo, a Iveco Veículos de Defesa iniciará a construção de um lote piloto de 16 veículos previstos no período de desenvolvimento.
A criação da Iveco Veículos de Defesa é um desdobramento natural dentro do momento de ampliação acelerada das atividades da Iveco no Brasil. Desde 2007, a empresa construiu um centro de desenvolvimento de produtos (o primeiro da Iveco fora da Itália), uma nova unidade produtiva de caminhões pesados, um novo centro de distribuição de peças e lançou, no mercado, seis novas famílias de produtos. Nos últimos quatro anos as vendas da Iveco cresceram cinco vezes no País.
“Com a Iveco Veículos de Defesa poderemos não só melhor atender ao nosso parceiro e cliente, o Exército Brasileiro, como também desenvolver novos produtos para o segmento militar, seja para o Brasil, seja para a exportação”, disse Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America.
VBTP GUARANI – DESENVOLVIDO NO BRASIL
O VBTP Guarani é fruto de uma licitação de 2007 promovida pelo Exército Brasileiro e vencida pela Iveco. O projeto total envolverá recursos da ordem de R$ 120 milhões, incluindo a unidade de produção. Além disso, outros R$ 35 milhões serão empregados pela FPT Powertrain, empresa do grupo Fiat Industrial, para a produção do motor diesel de 9 litros a ser utilizado no projeto VBTP (e por outros modelos Iveco).
O primeiro protótipo do VBTP Guarani foi desenvolvido no Brasil por uma equipe conjunta do Exército Brasileiro e da Iveco, além de especialistas da Comau, empresa de engenharia automotiva do Grupo Fiat, num total de 30 pessoas. Boa parte do grupo realizou treinamento especial na Iveco Defence Vehicles, na Itália, uma divisão internacional da Iveco que projeta e produz diversos veículos militares, incluindo modelos similares ao VBTP brasileiro. Neste treinamento foram abordados conhecimentos específicos deste tipo de veículo nas áreas de engenharia, qualidade, logística, compras, tecnologia, funilaria, montagem e pós-venda. Um exemplo são os técnicos em solda de aço balístico da carroçaria do modelo.
O VBTP Guarani é um veículo blindado anfíbio de 18 toneladas e tração 6x6, capaz de transportar 11 militares. Ele mede 6,91 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O veículo possui características inéditas. Modelos deste tipo normalmente possuem carroçaria monobloco, mas o VBTP usa chassi em longarinas de aço, com o que o veículo ficou mais alto em relação ao solo, o que oferece algumas vantagens operacionais, como maior capacidade de proteção anti-minas.
Comparado ao modelo em uso hoje pelo Exército Brasileiro, o VBTP Guarani traz vantagens como proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, maior vão livre, suspensão independente hidropneumática, sistema de freio com disco duplo e ABS. Por dentro tem melhor ergonomia, ar condicionado, GPS, sistema automático de detecção e extinção de incêndio, capacidade de operação noturna de série, sistema de detecção de laser.
Ele pode ser equipado com torre de canhão automático ou de metralhadora, operada por controle remoto. Ele pode ser aerotransportado por um avião tipo Hercules C-130.
O VBTP Guarani servirá, ainda, como plataforma base de uma família de blindados médios de rodas que poderá ter até mais dez versões diferentes, incluindo veículos de reconhecimento, carro de combate, socorro, posto de comando, comunicações, morteiro leve, morteiro pesado, central diretora de tiro, oficina e ambulância.
Boa parte dos componentes do protótipo e do lote piloto de 16 veículos será importada, mas o projeto tem como diretiva elevar o conteúdo nacional acima dos 60%, com o objetivo de reduzir custos de produção e de manutenção. Segundo a Iveco, essa meta pode ser alcançada porque o parque nacional de fornecedores é de alta qualidade em termos de componentes automotivos e motores.A cadeia produtiva deve envolver cerca de 110 fornecedores diretos e até 600 indiretos.
IVECO
A Iveco projeta, produz e vende uma ampla gama de caminhões leves, médios e pesados, ônibus, veículos para aplicações militares, fora de estrada, bombeiros, defesa civil etc. A Iveco emprega 25.000 pessoas e possui 23 fábricas em 10 países do mundo, utilizando excelente tecnologia desenvolvida nos cinco centros de pesquisa e desenvolvimento. A empresa opera na Europa, na China, Rússia, Austrália e América Latina. Mais de 5.000 mil concessionárias e pontos de serviços, distribuídos em 160 países, garantem suporte técnico onde quer que um produto Iveco esteja em serviço.
A Iveco Veículos de Defesa foi anunciada oficialmente hoje (4/4) ao governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, em evento realizado no Centro Administrativo do Governo do Estado e que teve a participação do Comandante do Exército Brasileiro, General Enzo Peri, entre outras autoridades civis e militares. Na cerimônia, foi apresentado também o primeiro protótipo do VBTP-MR, batizado “Guarani”, que será exibido na Latin America Air & Defence (LAAD), a maior feira militar da América Latina que começa no dia 12 no Rio de Janeiro.
Após ser exibido na LAAD, o protótipo segue para o campo de provas do Exército Brasileiro em Marambaia (RJ), para um período de testes. Ao mesmo tempo, a Iveco Veículos de Defesa iniciará a construção de um lote piloto de 16 veículos previstos no período de desenvolvimento.
A criação da Iveco Veículos de Defesa é um desdobramento natural dentro do momento de ampliação acelerada das atividades da Iveco no Brasil. Desde 2007, a empresa construiu um centro de desenvolvimento de produtos (o primeiro da Iveco fora da Itália), uma nova unidade produtiva de caminhões pesados, um novo centro de distribuição de peças e lançou, no mercado, seis novas famílias de produtos. Nos últimos quatro anos as vendas da Iveco cresceram cinco vezes no País.
“Com a Iveco Veículos de Defesa poderemos não só melhor atender ao nosso parceiro e cliente, o Exército Brasileiro, como também desenvolver novos produtos para o segmento militar, seja para o Brasil, seja para a exportação”, disse Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America.
VBTP GUARANI – DESENVOLVIDO NO BRASIL
O VBTP Guarani é fruto de uma licitação de 2007 promovida pelo Exército Brasileiro e vencida pela Iveco. O projeto total envolverá recursos da ordem de R$ 120 milhões, incluindo a unidade de produção. Além disso, outros R$ 35 milhões serão empregados pela FPT Powertrain, empresa do grupo Fiat Industrial, para a produção do motor diesel de 9 litros a ser utilizado no projeto VBTP (e por outros modelos Iveco).
O primeiro protótipo do VBTP Guarani foi desenvolvido no Brasil por uma equipe conjunta do Exército Brasileiro e da Iveco, além de especialistas da Comau, empresa de engenharia automotiva do Grupo Fiat, num total de 30 pessoas. Boa parte do grupo realizou treinamento especial na Iveco Defence Vehicles, na Itália, uma divisão internacional da Iveco que projeta e produz diversos veículos militares, incluindo modelos similares ao VBTP brasileiro. Neste treinamento foram abordados conhecimentos específicos deste tipo de veículo nas áreas de engenharia, qualidade, logística, compras, tecnologia, funilaria, montagem e pós-venda. Um exemplo são os técnicos em solda de aço balístico da carroçaria do modelo.
O VBTP Guarani é um veículo blindado anfíbio de 18 toneladas e tração 6x6, capaz de transportar 11 militares. Ele mede 6,91 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O veículo possui características inéditas. Modelos deste tipo normalmente possuem carroçaria monobloco, mas o VBTP usa chassi em longarinas de aço, com o que o veículo ficou mais alto em relação ao solo, o que oferece algumas vantagens operacionais, como maior capacidade de proteção anti-minas.
Comparado ao modelo em uso hoje pelo Exército Brasileiro, o VBTP Guarani traz vantagens como proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, maior vão livre, suspensão independente hidropneumática, sistema de freio com disco duplo e ABS. Por dentro tem melhor ergonomia, ar condicionado, GPS, sistema automático de detecção e extinção de incêndio, capacidade de operação noturna de série, sistema de detecção de laser.
Ele pode ser equipado com torre de canhão automático ou de metralhadora, operada por controle remoto. Ele pode ser aerotransportado por um avião tipo Hercules C-130.
O VBTP Guarani servirá, ainda, como plataforma base de uma família de blindados médios de rodas que poderá ter até mais dez versões diferentes, incluindo veículos de reconhecimento, carro de combate, socorro, posto de comando, comunicações, morteiro leve, morteiro pesado, central diretora de tiro, oficina e ambulância.
Boa parte dos componentes do protótipo e do lote piloto de 16 veículos será importada, mas o projeto tem como diretiva elevar o conteúdo nacional acima dos 60%, com o objetivo de reduzir custos de produção e de manutenção. Segundo a Iveco, essa meta pode ser alcançada porque o parque nacional de fornecedores é de alta qualidade em termos de componentes automotivos e motores.A cadeia produtiva deve envolver cerca de 110 fornecedores diretos e até 600 indiretos.
IVECO
A Iveco projeta, produz e vende uma ampla gama de caminhões leves, médios e pesados, ônibus, veículos para aplicações militares, fora de estrada, bombeiros, defesa civil etc. A Iveco emprega 25.000 pessoas e possui 23 fábricas em 10 países do mundo, utilizando excelente tecnologia desenvolvida nos cinco centros de pesquisa e desenvolvimento. A empresa opera na Europa, na China, Rússia, Austrália e América Latina. Mais de 5.000 mil concessionárias e pontos de serviços, distribuídos em 160 países, garantem suporte técnico onde quer que um produto Iveco esteja em serviço.
despejo de água radioativa no mar
Engenheiros japoneses começaram ontem a despejar no mar cerca de 11,5 milhões de litros de água radioativa -contaminada durante o processo de resfriamento dos reatores nucleares da usina Fukushima 1.
O volume de água despejada corresponde ao conteúdo de três piscinas olímpicas cheias. A quantidade de radiação medida está 100 vezes acima do limite legal.
O objetivo da Tepco, empresa dona da usina, é esvaziar o excesso de água menos radioativa (em alguns locais da usina a água tem radiação 10 mil vezes acima do limite) possibilitando a instalação de um sistema permanente de resfriamento dos reatores.
O governo aprovou a ação, justificando que trata-se de "uma medida de emergência inevitável", segundo o porta-voz do governo Yukio Edano.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, lançar a água contaminada no mar é menos prejudicial que deixá-la no solo.
"Eles não tinham alternativa. A outra possibilidade seria despejar essa água em terra, mas aí o impacto ambiental seria muito maior", disse Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear.
Segundo o professor Aquilino Senra Martinez, da Coppe-UFRJ, a radiação se diluirá no mar sem causar maiores danos desde que a água seja lançada aos poucos.
Outro 1,5 milhão de litros de água radioativa (meia piscina) serão lançados ao mar após o esvaziamento inicial.
VAZAMENTOS
Ontem, operários da Tepco jogaram um corante leitoso na água radioativa dentro da usina para descobrir todos os locais de vazamento. O Japão também pediu à Rússia um navio militar especializado em descontaminar água do mar.
O volume de água despejada corresponde ao conteúdo de três piscinas olímpicas cheias. A quantidade de radiação medida está 100 vezes acima do limite legal.
O objetivo da Tepco, empresa dona da usina, é esvaziar o excesso de água menos radioativa (em alguns locais da usina a água tem radiação 10 mil vezes acima do limite) possibilitando a instalação de um sistema permanente de resfriamento dos reatores.
O governo aprovou a ação, justificando que trata-se de "uma medida de emergência inevitável", segundo o porta-voz do governo Yukio Edano.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, lançar a água contaminada no mar é menos prejudicial que deixá-la no solo.
"Eles não tinham alternativa. A outra possibilidade seria despejar essa água em terra, mas aí o impacto ambiental seria muito maior", disse Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear.
Segundo o professor Aquilino Senra Martinez, da Coppe-UFRJ, a radiação se diluirá no mar sem causar maiores danos desde que a água seja lançada aos poucos.
Outro 1,5 milhão de litros de água radioativa (meia piscina) serão lançados ao mar após o esvaziamento inicial.
VAZAMENTOS
Ontem, operários da Tepco jogaram um corante leitoso na água radioativa dentro da usina para descobrir todos os locais de vazamento. O Japão também pediu à Rússia um navio militar especializado em descontaminar água do mar.
rafael em novo tipo de guerra
Devido à crescente complexidade das campanhas atuais e previstas, a presença de uma capacidade plena de NCW na força de combate moderna é quase obrigatória. Essa complexidade é derivada de dois cenários principais: guerras totais com outras nações e guerras assimétricas com forças de guerrilha.
O primeiro cenário é desafiador devido à magnitude da batalha e pelo fato de que a luta é realizada contra um adversário habilidoso e bem equipado.
O segundo cenário é desafiador devido à necessidade de localizar e destruir forças evasivas e bem escondidas, muitas vezes localizadas em áreas urbanas.
A NCW é fundamental em ambos os cenários, sincronizando grandes forças com aumento de letalidade e capacidade de sobrevivência, além de acionar a "rede de sensores" e encurtar o ciclo de decisão para rastrear, identificar e destruir forças inimigas.
A Rafael é o principal fornecedor C4I para as Forças de Defesa de Israel (IDF) e várias outras forças a nível mundial. Cerca de uma década atrás, a Rafael identificou a necessidade emergente de uma infra-estrutura de NCW; após a análise da missão, os esforços em R&D e aplicações de sistemas de sucesso, a Rafaelpassou a fornecer um aplicativo de comunicação e aplicação unificado, multiespectral, seguro e baseado em IP, chamado de Global Link.
O sistema Global Link da Rafael é um sistema de comunicação de banda larga que preenche os requisitos atuais de comunicação em Guerras em Rede e fornece conectividade de link de dados comuns para transferir dados táticos de aplicações C4I.
Arquitetura e Blocos de Construção do Global Link:
O aplicativo de comunicação Global Link é construído sobre os blocos de construção a seguir:
• Global Voice & Data Link (GVDL) - bandas UHF / VHF que suportam serviços simultâneos de voz e dados avançados.
• Global Data Link (GDL) - ágil banda L de link de dados em banda larga, que suporta serviços de dados, vídeos e imagens.
• C4I-Connect - Coluna terrestre baseada em IP que suporta aplicações de voz e dados distribuídos, além de ser o elo vital para a infra-estrutura C4I.
Global Voice & Data Link (GVDL)
O GVDL é um sistema de comunicação multifuncional, resistente a interferências, concebido para proporcionar comunicação instantânea com alta capacidade de dados e qualidade de voz entre aeronaves (Ar-Ar) e terminais terrestres (Ar-Terra). O GVDL é o sistema de comunicação mais avançado disponível no mercado atualmente.
Global Data Link (GDL)
O GDL fornece vários canais com alto índice de dados para vários serviços, como dados, imagens e vídeos.
Conexão C4I
A solução C4I-Connect otimiza a troca e a distribuição de informações de combate (voz, dados, vídeo e rádio) em tempo real, recebidas de sistemas táticos de comunicação e sensores, facilitando a tomada de decisões táticas e estratégicas em tempo real.
Esquema Único de Conectividade Completo
A solução geral permite uma distribuição global de custo-benefício positivo. Combina os três sistemas e cria uma infraestrutura de alta capacidade e disponibilidade, que suporta a complexidade de campanhas atuais e futuras.
Algoritmos de redes avançados, incluindo repetições automáticas e qualidade inerente de provisão de serviços, garantem que dados e voz estejam disponíveis para o usuário em qualquer lugar e a qualquer hora.
A confiabilidade dos links e as atualizações rápidas sustentam aplicações essenciais, como: partilha efetiva de alvos aéreos e de superfície e alta capacidade de evitar colisões aéreas. A arquitetura aberta, baseada em IP, apoiada pela conexão de voz C4I Connect e a malha terrestre de dados, oferece flexibilidade e crescimento para adicionar novas aplicações aéreas e terrestres.
Rafael como Fornecedora de NCW
A solução Global Link da Rafael é a resposta para a revolução NCW do futuro. O Global Link fornece um sistema de comunicação de última geração, garantindo uma excelente utilização do espectro para uma distribuição de serviços de voz e dados altamente resiliente e com ótimo custo-benefício.
A alta capacidade e disponibilidade dos sistemas, juntamente com uma coluna IP, criam uma infraestrutura robusta e flexível que é uma base essencial para a atualização dos desafios ligados a NCW.
A Rafael, com seus blocos de construção comprovados, é um dos poucos fornecedores em todo o mundo que pode fornecer uma solução baseada no conhecimento e experiência que foi adquirida ao longo dos últimos 50 anos no fornecimento de soluções em redes aéreas, aplicações e comunicação
O primeiro cenário é desafiador devido à magnitude da batalha e pelo fato de que a luta é realizada contra um adversário habilidoso e bem equipado.
O segundo cenário é desafiador devido à necessidade de localizar e destruir forças evasivas e bem escondidas, muitas vezes localizadas em áreas urbanas.
A NCW é fundamental em ambos os cenários, sincronizando grandes forças com aumento de letalidade e capacidade de sobrevivência, além de acionar a "rede de sensores" e encurtar o ciclo de decisão para rastrear, identificar e destruir forças inimigas.
A Rafael é o principal fornecedor C4I para as Forças de Defesa de Israel (IDF) e várias outras forças a nível mundial. Cerca de uma década atrás, a Rafael identificou a necessidade emergente de uma infra-estrutura de NCW; após a análise da missão, os esforços em R&D e aplicações de sistemas de sucesso, a Rafaelpassou a fornecer um aplicativo de comunicação e aplicação unificado, multiespectral, seguro e baseado em IP, chamado de Global Link.
O sistema Global Link da Rafael é um sistema de comunicação de banda larga que preenche os requisitos atuais de comunicação em Guerras em Rede e fornece conectividade de link de dados comuns para transferir dados táticos de aplicações C4I.
Arquitetura e Blocos de Construção do Global Link:
O aplicativo de comunicação Global Link é construído sobre os blocos de construção a seguir:
• Global Voice & Data Link (GVDL) - bandas UHF / VHF que suportam serviços simultâneos de voz e dados avançados.
• Global Data Link (GDL) - ágil banda L de link de dados em banda larga, que suporta serviços de dados, vídeos e imagens.
• C4I-Connect - Coluna terrestre baseada em IP que suporta aplicações de voz e dados distribuídos, além de ser o elo vital para a infra-estrutura C4I.
Global Voice & Data Link (GVDL)
O GVDL é um sistema de comunicação multifuncional, resistente a interferências, concebido para proporcionar comunicação instantânea com alta capacidade de dados e qualidade de voz entre aeronaves (Ar-Ar) e terminais terrestres (Ar-Terra). O GVDL é o sistema de comunicação mais avançado disponível no mercado atualmente.
Global Data Link (GDL)
O GDL fornece vários canais com alto índice de dados para vários serviços, como dados, imagens e vídeos.
Conexão C4I
A solução C4I-Connect otimiza a troca e a distribuição de informações de combate (voz, dados, vídeo e rádio) em tempo real, recebidas de sistemas táticos de comunicação e sensores, facilitando a tomada de decisões táticas e estratégicas em tempo real.
Esquema Único de Conectividade Completo
A solução geral permite uma distribuição global de custo-benefício positivo. Combina os três sistemas e cria uma infraestrutura de alta capacidade e disponibilidade, que suporta a complexidade de campanhas atuais e futuras.
Algoritmos de redes avançados, incluindo repetições automáticas e qualidade inerente de provisão de serviços, garantem que dados e voz estejam disponíveis para o usuário em qualquer lugar e a qualquer hora.
A confiabilidade dos links e as atualizações rápidas sustentam aplicações essenciais, como: partilha efetiva de alvos aéreos e de superfície e alta capacidade de evitar colisões aéreas. A arquitetura aberta, baseada em IP, apoiada pela conexão de voz C4I Connect e a malha terrestre de dados, oferece flexibilidade e crescimento para adicionar novas aplicações aéreas e terrestres.
Rafael como Fornecedora de NCW
A solução Global Link da Rafael é a resposta para a revolução NCW do futuro. O Global Link fornece um sistema de comunicação de última geração, garantindo uma excelente utilização do espectro para uma distribuição de serviços de voz e dados altamente resiliente e com ótimo custo-benefício.
A alta capacidade e disponibilidade dos sistemas, juntamente com uma coluna IP, criam uma infraestrutura robusta e flexível que é uma base essencial para a atualização dos desafios ligados a NCW.
A Rafael, com seus blocos de construção comprovados, é um dos poucos fornecedores em todo o mundo que pode fornecer uma solução baseada no conhecimento e experiência que foi adquirida ao longo dos últimos 50 anos no fornecimento de soluções em redes aéreas, aplicações e comunicação
malvinas argentinas ou inglesas
Não deixaremos de lado nossa reivindicação das ilhas Malvinas." Com essa frase, a presidente Cristina Kirchner deixou claro no fim de semana que seu governo pretende intensificar a ofensiva diplomática para recuperar o arquipélago controlado há 178 anos pela Grã-Bretanha.
Cristina exigiu que Londres cumpra "o mandato da ONU" que determina que o país "sente à mesa de negociações com a Argentina". As discussões sobre a soberania do arquipélago foram suspensas pelos britânicos desde a guerra, em 1982.
As declarações da presidente foram feitas na cidade de Río Gallegos, na Patagônia, durante uma das várias cerimônias feitas no fim de semana para comemorar a invasão das ilhas Malvinas, ordenada no dia 2 de abril de 1982 pelo então ditador e general Leopoldo Galtieri.
Cristina afirmou que "as Malvinas sempre serão argentinas" e classificou a presença britânica nas ilhas - onde residem 3 mil pessoas que vivem da criação de ovelhas e pesca - não passa de "um colonialismo que ainda envergonha a humanidade no século 21". No entanto, durante a inauguração de um monumento em homenagem aos soldados argentinos mortos no conflito, ela ressaltou que a reivindicação será feita de forma "pacífica", descartando novas ações militares.
Cristina, cujo governo está em plena campanha para as eleições presidenciais de outubro, anunciou que pedirá às províncias que pelo menos uma sala em cada escola argentina ostente o nome de um soldado morto na guerra.
"A recuperação dos direitos argentinos será assegurada com a ajuda da América do Sul, com os países irmãos que nos apoiam na luta contra o colonialismo", disse. No ano passado o governo conseguiu o respaldo da União das Nações Sul-americanas (Unasul) para a antiga reivindicação das ilhas. Além disso, em todas as cúpulas do Mercosul, o bloco repete seu respaldo à Argentina no caso das Malvinas.
A reivindicação sempre foi a tônica da política externa argentina nas últimas três décadas. No entanto, foi intensificada no ano passado, quando empresas britânicas iniciaram novas explorações na área marítima das ilhas em busca de petróleo.
Represálias. Desde então, Buenos Aires tem impedido a escala de navios que transportem cargas que possam ser usadas para a exploração petrolífera nas Malvinas. O governo alertou também empresas estrangeiras instaladas no país que se abstenham de participar de atividades no local.
No entanto, os habitantes das Malvinas, chamados de "kelpers", consideram que possuem total direito de explorar o arquipélago como quiserem. Eles ironizam a presidente Cristina, chamando-a de "a velha cara de plástico", em alusão às cirurgias plásticas supostamente realizadas pela presidente argentina.
Cristina exigiu que Londres cumpra "o mandato da ONU" que determina que o país "sente à mesa de negociações com a Argentina". As discussões sobre a soberania do arquipélago foram suspensas pelos britânicos desde a guerra, em 1982.
As declarações da presidente foram feitas na cidade de Río Gallegos, na Patagônia, durante uma das várias cerimônias feitas no fim de semana para comemorar a invasão das ilhas Malvinas, ordenada no dia 2 de abril de 1982 pelo então ditador e general Leopoldo Galtieri.
Cristina afirmou que "as Malvinas sempre serão argentinas" e classificou a presença britânica nas ilhas - onde residem 3 mil pessoas que vivem da criação de ovelhas e pesca - não passa de "um colonialismo que ainda envergonha a humanidade no século 21". No entanto, durante a inauguração de um monumento em homenagem aos soldados argentinos mortos no conflito, ela ressaltou que a reivindicação será feita de forma "pacífica", descartando novas ações militares.
Cristina, cujo governo está em plena campanha para as eleições presidenciais de outubro, anunciou que pedirá às províncias que pelo menos uma sala em cada escola argentina ostente o nome de um soldado morto na guerra.
"A recuperação dos direitos argentinos será assegurada com a ajuda da América do Sul, com os países irmãos que nos apoiam na luta contra o colonialismo", disse. No ano passado o governo conseguiu o respaldo da União das Nações Sul-americanas (Unasul) para a antiga reivindicação das ilhas. Além disso, em todas as cúpulas do Mercosul, o bloco repete seu respaldo à Argentina no caso das Malvinas.
A reivindicação sempre foi a tônica da política externa argentina nas últimas três décadas. No entanto, foi intensificada no ano passado, quando empresas britânicas iniciaram novas explorações na área marítima das ilhas em busca de petróleo.
Represálias. Desde então, Buenos Aires tem impedido a escala de navios que transportem cargas que possam ser usadas para a exploração petrolífera nas Malvinas. O governo alertou também empresas estrangeiras instaladas no país que se abstenham de participar de atividades no local.
No entanto, os habitantes das Malvinas, chamados de "kelpers", consideram que possuem total direito de explorar o arquipélago como quiserem. Eles ironizam a presidente Cristina, chamando-a de "a velha cara de plástico", em alusão às cirurgias plásticas supostamente realizadas pela presidente argentina.
defesa e os cortes orçamentários
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, define até o fim desta semana o corte de R$ 4,3 bilhões no Orçamento de investimento e custeio do Exército, Marinha e Aeronáutica. Jobim já decidiu manter os investimentos previstos na lei orçamentária deste ano para os projetos de construção do submarino nuclear, do avião cargueiro KC-390 e de 50 helicópteros EC 725, a serem destinados para as três Forças Armadas. Em contrapartida, vai cortar a compra de 12 helicópteros russos para a Força Aérea Brasileira (FAB), conforme previa a peça aprovada do Orçamento Geral da União.
Na definição entre o que manter ou cortar, Jobim levou em conta a manutenção de projetos importantes, como o de desenvolvimento de uma indústria nacional de material bélico, e daqueles considerados estratégicos para dotar o país de uma força armada, que permita ao Brasil buscar um espaço internacional comparável à sua crescente estatura econômica, sobretudo após descoberta de um mar de petróleo sob a camada do pré-sal, em 2007.
Um exemplo do primeiro caso é a fabricação do helicóptero EC-725 Super Cougar pela Helibras, numa parceria com a Eurocopter, líder mundial do setor. "A Helibras não está produzindo sozinha. As turbinas estão sendo produzidas pela Turbonet, uma empresa com sede no Rio de Janeiro. A aviônica é parte da Aeroeletrônica, que está em Porto Alegre, por exemplo", diz Jobim. "Essas empresas são montadoras, há uma enorme capilaridade de fornecedores. Se parar agora, atinge todo um ciclo. Então não faço. Tem que segurar o andamento dessa indústria, que é de alta tecnologia."
O ministro da Defesa disse ao Valor que nem mesmo o ritmo inicial de execução desses investimentos - submarino, KC-390 e os helicópteros EC-725 - será reduzido. O orçamento do ministério previa R$ 1,85 bilhão para o submarino, que está sendo desenvolvido pela Marinha em parceria com a França. Para o projeto KC 390, feito pela Embraer, o orçamento reserva R$ 100,6 milhões.
"Estamos em fase de construção do estaleiro e da base de Itaguaí (RJ)", disse Jobim, em relação ao submarino. "Na Nuclep, estamos construindo a parte do reator do submarino. Temos 30 engenheiros na França."
O KC-390 é um cargueiro com capacidade de transportar 21 toneladas com grande potencial de mercado - a Embraer já dispõe de pelo menos 60 intenções de compra. O protótipo fica pronto em 2016. Em 2018, estará no mercado. Esse prazo é considerado fundamental, porque em 2018 se encerra o ciclo de vida de 1.500 aviões Hércules no mundo.
"O KC-390 não só substitui o Hércules, como será capaz de pousar em uma pista de 1.300 metros", diz Jobim. O cargueiro foi desenhado a partir de especificações da FAB, que precisava de uma aeronave para pousar nas pistas curtas da Amazônia. A aeronave tem asa alta, como o russo Antonov, e é bojudo, assemelhando-se a um sapo.
"Fizemos economia nas compras de equipamentos, e não nos investimentos que envolvem a indústria nacional", explicou o ministro. Outro projeto preservado foi o da fabricação do blindado Guarani, de seis rodas, que está sendo feito pela Fiat Iveco.
O blindado Guarani será uma espécie de sucessor do Urutu. O carro terá 18 toneladas, motor diesel eletrônico, tração 6x6, capacidade anfíbia, podendo transportar até 11 militares e deslocar-se a uma velocidade de até 100 km/h. O motor e 60% dos componentes serão de produção nacional. O objetivo é diminuir os custos de produção e manutenção do blindado sobre rodas.
De acordo com Jobim, cada um desses projetos envolve a compra de equipamentos de indústrias nacionais e uma paralisação dos investimentos teria repercussão negativa em cadeia. Por essa razão, o ministério fez um grande esforço para manter cada um deles em andamento. O corte da verba para o desenvolvimento do KC-390, por exemplo, chegou a ser anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando foi anunciado o aperto fiscal de 2010.
O que a Defesa conseguiu foi manter o volume do corte, mas defini-los de acordo com as prioridades das Forças Armadas e da Estratégia Nacional de Defesa, entre as quais está o desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Jobim não quis revelar quais compras foram adiadas e nem onde o corte foi realizado.
"Ainda estamos concluindo o ajuste", disse o ministro. É certo, no entanto, que foi cancelada a compra de 12 helicópteros da Rússia para a FAB. Aliás, o governo brasileiro tem se queixado da falta de cumprimento de cláusulas contratuais por parte dos russos.
O adiamento da compra do primeiro lote de 34 caças para a FAB não foi considerado no corte, pois, segundo explicou Jobim, o impacto financeiro dessa despesa não ocorreria este ano. "Mesmo que a decisão sobre a compra saia ainda em 2010, vamos levar de 10 a 12 meses apenas para negociar e fechar o contrato", afirmou. Esse foi o prazo ocorrido em outras grandes contratações da Defesa, depois de definida a licitação.
O orçamento do Ministério da Defesa para este ano previa gastos totais de R$ 15,1 bilhões. Desse total, R$ 4,8 bilhões são de despesas obrigatórias, que não podem sofrer cortes. A chamada "base contingenciável", que reúne as despesas discricionárias, é, portanto, de R$ 10,3 bilhões. Com o corte de R$ 4,3 bilhões, essas despesas foram reduzidas para R$ 6 bilhões.
Sem dar detalhes sobre os cortes feitos no ministério, Jobim disse que a orientação foi destinar os recursos para o custeio básico, e mais um pouco para que as coisas continuem no ponto em que estão, o que é chamado de manutenção operativa. Nesse sentido, o ministro não cortou os recursos necessários para a manutenção dos equipamentos existentes
Na definição entre o que manter ou cortar, Jobim levou em conta a manutenção de projetos importantes, como o de desenvolvimento de uma indústria nacional de material bélico, e daqueles considerados estratégicos para dotar o país de uma força armada, que permita ao Brasil buscar um espaço internacional comparável à sua crescente estatura econômica, sobretudo após descoberta de um mar de petróleo sob a camada do pré-sal, em 2007.
Um exemplo do primeiro caso é a fabricação do helicóptero EC-725 Super Cougar pela Helibras, numa parceria com a Eurocopter, líder mundial do setor. "A Helibras não está produzindo sozinha. As turbinas estão sendo produzidas pela Turbonet, uma empresa com sede no Rio de Janeiro. A aviônica é parte da Aeroeletrônica, que está em Porto Alegre, por exemplo", diz Jobim. "Essas empresas são montadoras, há uma enorme capilaridade de fornecedores. Se parar agora, atinge todo um ciclo. Então não faço. Tem que segurar o andamento dessa indústria, que é de alta tecnologia."
O ministro da Defesa disse ao Valor que nem mesmo o ritmo inicial de execução desses investimentos - submarino, KC-390 e os helicópteros EC-725 - será reduzido. O orçamento do ministério previa R$ 1,85 bilhão para o submarino, que está sendo desenvolvido pela Marinha em parceria com a França. Para o projeto KC 390, feito pela Embraer, o orçamento reserva R$ 100,6 milhões.
"Estamos em fase de construção do estaleiro e da base de Itaguaí (RJ)", disse Jobim, em relação ao submarino. "Na Nuclep, estamos construindo a parte do reator do submarino. Temos 30 engenheiros na França."
O KC-390 é um cargueiro com capacidade de transportar 21 toneladas com grande potencial de mercado - a Embraer já dispõe de pelo menos 60 intenções de compra. O protótipo fica pronto em 2016. Em 2018, estará no mercado. Esse prazo é considerado fundamental, porque em 2018 se encerra o ciclo de vida de 1.500 aviões Hércules no mundo.
"O KC-390 não só substitui o Hércules, como será capaz de pousar em uma pista de 1.300 metros", diz Jobim. O cargueiro foi desenhado a partir de especificações da FAB, que precisava de uma aeronave para pousar nas pistas curtas da Amazônia. A aeronave tem asa alta, como o russo Antonov, e é bojudo, assemelhando-se a um sapo.
"Fizemos economia nas compras de equipamentos, e não nos investimentos que envolvem a indústria nacional", explicou o ministro. Outro projeto preservado foi o da fabricação do blindado Guarani, de seis rodas, que está sendo feito pela Fiat Iveco.
O blindado Guarani será uma espécie de sucessor do Urutu. O carro terá 18 toneladas, motor diesel eletrônico, tração 6x6, capacidade anfíbia, podendo transportar até 11 militares e deslocar-se a uma velocidade de até 100 km/h. O motor e 60% dos componentes serão de produção nacional. O objetivo é diminuir os custos de produção e manutenção do blindado sobre rodas.
De acordo com Jobim, cada um desses projetos envolve a compra de equipamentos de indústrias nacionais e uma paralisação dos investimentos teria repercussão negativa em cadeia. Por essa razão, o ministério fez um grande esforço para manter cada um deles em andamento. O corte da verba para o desenvolvimento do KC-390, por exemplo, chegou a ser anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando foi anunciado o aperto fiscal de 2010.
O que a Defesa conseguiu foi manter o volume do corte, mas defini-los de acordo com as prioridades das Forças Armadas e da Estratégia Nacional de Defesa, entre as quais está o desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Jobim não quis revelar quais compras foram adiadas e nem onde o corte foi realizado.
"Ainda estamos concluindo o ajuste", disse o ministro. É certo, no entanto, que foi cancelada a compra de 12 helicópteros da Rússia para a FAB. Aliás, o governo brasileiro tem se queixado da falta de cumprimento de cláusulas contratuais por parte dos russos.
O adiamento da compra do primeiro lote de 34 caças para a FAB não foi considerado no corte, pois, segundo explicou Jobim, o impacto financeiro dessa despesa não ocorreria este ano. "Mesmo que a decisão sobre a compra saia ainda em 2010, vamos levar de 10 a 12 meses apenas para negociar e fechar o contrato", afirmou. Esse foi o prazo ocorrido em outras grandes contratações da Defesa, depois de definida a licitação.
O orçamento do Ministério da Defesa para este ano previa gastos totais de R$ 15,1 bilhões. Desse total, R$ 4,8 bilhões são de despesas obrigatórias, que não podem sofrer cortes. A chamada "base contingenciável", que reúne as despesas discricionárias, é, portanto, de R$ 10,3 bilhões. Com o corte de R$ 4,3 bilhões, essas despesas foram reduzidas para R$ 6 bilhões.
Sem dar detalhes sobre os cortes feitos no ministério, Jobim disse que a orientação foi destinar os recursos para o custeio básico, e mais um pouco para que as coisas continuem no ponto em que estão, o que é chamado de manutenção operativa. Nesse sentido, o ministro não cortou os recursos necessários para a manutenção dos equipamentos existentes
costa marfim e a sucessão presidencial
A Organização das Nações Unidas (ONU) responsabilizou ontem as forças do presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, apoiado pela comunidade internacional, por pelo menos 220 das 330 mortes já confirmadas durante a tomada da cidade de Duekoue, na semana passada. As demais teriam sido causadas pelas tropas de Laurent Gbagbo - que se recusa a deixar o poder no país africano, embora tenha sido derrotado nas eleições de novembro, deflagrando uma guerra civil. Relatos de pessoas que estiveram na cidade dão conta de um verdadeiro massacre de civis, com centenas de corpos empilhados pelas ruas.
- O secretário-geral (Ban Ki-moon) expressou particular preocupação e alarme sobre os relatos de que forças pró-Ouattara teriam matado muitos civis na cidade de Duekoue - afirmou o porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky. - Os responsáveis devem prestar contas.
Funcionários da ONU continuam investigando o número total de mortes no massacre na região, ocorrido entre segunda e quarta-feira da semana passada, quando as forças de Ouattara tomaram a cidade em seu caminho rumo a Abidjã, capital comercial do país. Até agora 330 corpos teriam sido identificados oficialmente pela ONU. Mas a Cruz Vermelha Internacional já falou em 800 mortes, enquanto a Cáritas listou mais de mil.
Ouattara garantiu que seus homens não estão envolvidos no massacre, mas informou a Ban Ki-moon que já ordenou uma investigação sobre as mortes e que um inquérito internacional é bem-vindo, segundo Nesirky. Até agora, Ouattara diz ter contabilizado 162 mortos na região, resultado de conflitos entre milícias locais.
O vice-diretor de Direitos Humanos da Missão das Nações Unidas na Costa do Marfim, Guillaume Ngefa, no entanto, responsabilizou diretamente Ouattara pela maioria das mortes.
- Nós temos provas, temos fotos - afirmou ele. - Foi retaliação.
Ouattara informou "que rejeita tais acusações e nega qualquer envolvimento das Forças Republicanas da Costa do Marfim em possíveis abusos". Ele acusou o atual governo de Gbagbo de tentar manipular a situação. Segundo Ouattara, "forças leais ao presidente e seus afiliados mercenários e milicianos foram responsáveis pelas incontáveis atrocidades no oeste do país, antes do avanço das Forças Republicanas".
Comunicado divulgado ontem pelo governo dos Estados Unidos, assinado pela secretária de Estado, Hillary Clinton, exortou Gbagbo a deixar o poder imediatamente. "Gbagbo está transformando a Costa do Marfim em um país sem lei", sustenta o texto. "Ele deve deixar o poder agora para que o conflito termine". Mas ela também apelou às tropas de Ouattara "para que respeitem as regras da guerra e parem de atacar civis".
O secretário das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, também repetiu seu pedido pela saída de Gbagbo, "para que a violência termine" e levantou a possibilidade de algumas acusações relacionadas ao conflito serem levadas ao Tribunal Penal Internacional.
O International Crisis Group pediu um cessar-fogo imediato de ambos os lados e uma intervenção internacional mais significativa no conflito, dizendo que a situação na Costa do Marfim é "urgente" e frisando que "o impensável está ocorrendo bem diante dos nossos olhos".
Abidjã aguarda "batalha final"
O principal aeroporto da Costa do Marfim, que desde sexta-feira estava em poder da ONU, foi ocupado ontem por tropas francesas, o que permitiu a sua reabertura "para aeronaves civis e militares", segundo comunicado do governo francês. Com a possibilidade de aviões voltarem a pousar no país, relatos davam conta de que a França começa a planejar a retirada em massa de seus 12 mil cidadãos no país. A ONU tirou 200 funcionários de Abidjã ontem. Na televisão pró-Gbagbo, partidários do presidente pediam à população que se mobilizasse contra o que chamou de "ocupação francesa".
A França enviou mais 300 soldados à Costa do Marfim, segundo informou ontem o porta-voz do Ministério da Defesa, Thierry Burkhard, elevando para 1.400 o número de militares franceses no país. No total, as tropas de paz da ONU na Costa do Marfim contam com 7.500 homens.
Em entrevista à BBC, Burkhard acrescentou que a principal missão das forças francesas no país ainda é garantir a proteção de seus compatriotas, que estariam sendo ameaçados por saqueadores.
O dia de ontem foi de parcial calma no país, com helicópteros das Nações Unidas patrulhando as principais cidades. A tranquilidade, no entanto, não deve ser duradoura. Relatos davam conta de que as forças de Ouattara estariam preparando novos ataques ao palácio presidencial em Abidjã, onde já ocorreram combates, e à sede da TV estatal.
As ruas da capital comercial, onde a água já foi cortada, estavam desertas ontem. Moradores passaram o dia fazendo barricadas em suas próprias casas, cobrindo janelas com cobertores e bloqueando as portas com móveis, esperando pela "batalha final" entre as forças de Ouattara e Gbagbo
- O secretário-geral (Ban Ki-moon) expressou particular preocupação e alarme sobre os relatos de que forças pró-Ouattara teriam matado muitos civis na cidade de Duekoue - afirmou o porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky. - Os responsáveis devem prestar contas.
Funcionários da ONU continuam investigando o número total de mortes no massacre na região, ocorrido entre segunda e quarta-feira da semana passada, quando as forças de Ouattara tomaram a cidade em seu caminho rumo a Abidjã, capital comercial do país. Até agora 330 corpos teriam sido identificados oficialmente pela ONU. Mas a Cruz Vermelha Internacional já falou em 800 mortes, enquanto a Cáritas listou mais de mil.
Ouattara garantiu que seus homens não estão envolvidos no massacre, mas informou a Ban Ki-moon que já ordenou uma investigação sobre as mortes e que um inquérito internacional é bem-vindo, segundo Nesirky. Até agora, Ouattara diz ter contabilizado 162 mortos na região, resultado de conflitos entre milícias locais.
O vice-diretor de Direitos Humanos da Missão das Nações Unidas na Costa do Marfim, Guillaume Ngefa, no entanto, responsabilizou diretamente Ouattara pela maioria das mortes.
- Nós temos provas, temos fotos - afirmou ele. - Foi retaliação.
Ouattara informou "que rejeita tais acusações e nega qualquer envolvimento das Forças Republicanas da Costa do Marfim em possíveis abusos". Ele acusou o atual governo de Gbagbo de tentar manipular a situação. Segundo Ouattara, "forças leais ao presidente e seus afiliados mercenários e milicianos foram responsáveis pelas incontáveis atrocidades no oeste do país, antes do avanço das Forças Republicanas".
Comunicado divulgado ontem pelo governo dos Estados Unidos, assinado pela secretária de Estado, Hillary Clinton, exortou Gbagbo a deixar o poder imediatamente. "Gbagbo está transformando a Costa do Marfim em um país sem lei", sustenta o texto. "Ele deve deixar o poder agora para que o conflito termine". Mas ela também apelou às tropas de Ouattara "para que respeitem as regras da guerra e parem de atacar civis".
O secretário das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, também repetiu seu pedido pela saída de Gbagbo, "para que a violência termine" e levantou a possibilidade de algumas acusações relacionadas ao conflito serem levadas ao Tribunal Penal Internacional.
O International Crisis Group pediu um cessar-fogo imediato de ambos os lados e uma intervenção internacional mais significativa no conflito, dizendo que a situação na Costa do Marfim é "urgente" e frisando que "o impensável está ocorrendo bem diante dos nossos olhos".
Abidjã aguarda "batalha final"
O principal aeroporto da Costa do Marfim, que desde sexta-feira estava em poder da ONU, foi ocupado ontem por tropas francesas, o que permitiu a sua reabertura "para aeronaves civis e militares", segundo comunicado do governo francês. Com a possibilidade de aviões voltarem a pousar no país, relatos davam conta de que a França começa a planejar a retirada em massa de seus 12 mil cidadãos no país. A ONU tirou 200 funcionários de Abidjã ontem. Na televisão pró-Gbagbo, partidários do presidente pediam à população que se mobilizasse contra o que chamou de "ocupação francesa".
A França enviou mais 300 soldados à Costa do Marfim, segundo informou ontem o porta-voz do Ministério da Defesa, Thierry Burkhard, elevando para 1.400 o número de militares franceses no país. No total, as tropas de paz da ONU na Costa do Marfim contam com 7.500 homens.
Em entrevista à BBC, Burkhard acrescentou que a principal missão das forças francesas no país ainda é garantir a proteção de seus compatriotas, que estariam sendo ameaçados por saqueadores.
O dia de ontem foi de parcial calma no país, com helicópteros das Nações Unidas patrulhando as principais cidades. A tranquilidade, no entanto, não deve ser duradoura. Relatos davam conta de que as forças de Ouattara estariam preparando novos ataques ao palácio presidencial em Abidjã, onde já ocorreram combates, e à sede da TV estatal.
As ruas da capital comercial, onde a água já foi cortada, estavam desertas ontem. Moradores passaram o dia fazendo barricadas em suas próprias casas, cobrindo janelas com cobertores e bloqueando as portas com móveis, esperando pela "batalha final" entre as forças de Ouattara e Gbagbo
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