terça-feira, 12 de abril de 2011

despejo de água radioativa no mar

Engenheiros japoneses começaram ontem a despejar no mar cerca de 11,5 milhões de litros de água radioativa -contaminada durante o processo de resfriamento dos reatores nucleares da usina Fukushima 1.




O volume de água despejada corresponde ao conteúdo de três piscinas olímpicas cheias. A quantidade de radiação medida está 100 vezes acima do limite legal.



O objetivo da Tepco, empresa dona da usina, é esvaziar o excesso de água menos radioativa (em alguns locais da usina a água tem radiação 10 mil vezes acima do limite) possibilitando a instalação de um sistema permanente de resfriamento dos reatores.



O governo aprovou a ação, justificando que trata-se de "uma medida de emergência inevitável", segundo o porta-voz do governo Yukio Edano.



Segundo especialistas ouvidos pela Folha, lançar a água contaminada no mar é menos prejudicial que deixá-la no solo.



"Eles não tinham alternativa. A outra possibilidade seria despejar essa água em terra, mas aí o impacto ambiental seria muito maior", disse Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear.



Segundo o professor Aquilino Senra Martinez, da Coppe-UFRJ, a radiação se diluirá no mar sem causar maiores danos desde que a água seja lançada aos poucos.



Outro 1,5 milhão de litros de água radioativa (meia piscina) serão lançados ao mar após o esvaziamento inicial.



VAZAMENTOS

Ontem, operários da Tepco jogaram um corante leitoso na água radioativa dentro da usina para descobrir todos os locais de vazamento. O Japão também pediu à Rússia um navio militar especializado em descontaminar água do mar.