terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

REVOLUÇÕES PELA INTERNET

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu que o Egito permita a realização de protestos pacíficos. Ela destacou, ainda, que este é o momento propício para a adoção de reformas sociais, políticas e econômicas importantes para o país.




Segundo o cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Franklin Prein, Hillary está entregando os anéis para não perder os dedos. De acordo com ele, os Estados Unidos temem que, em uma confusão entre sunitas e xiitas, forças contrárias à presença americana cheguem ao poder.



– A revolta no Egito pode causar instabilidade em toda aquela região – disse, referindo-se ao Sudão, que acabou de realizar um referendo aprovando a divisão do país.



Prein observa que as próximas horas serão decisivas para saber qual será o futuro do país, e ele não exclui a possibilidade das forças egípcias reagirem de forma violenta e com o apoio internacional.



– Eles têm que fazer isso antes que o Irã possa se manifestar – comenta.



Força da rede O Twitter já havia mostrado a sua força na reeleição do presidente iraniano Mahmoud Ahmadnejad. Pelo microblog, oposicionistas armaram uma série de protestos que ganharam repercussão internacional.



No Egito, o governo bloqueou o Twitter e o Facebook, para que os internautas não pudessem incitar mais revoltas.



O Movimento 6 de abril um grupo de militantes favoráveis à democracia que existe na internet lançou uma espécie de pesquisa no Facebook com a pergunta: “você vai protestar em 25 de janeiro?”. Quase 90.000 pessoas responderam “sim” na web e o fato foi confirmado na terça-feira.



Leite compara o impacto do acesso à internet e sites ocidentais ao que a propaganda teve nos regimes socialistas.



– É uma guerra cultural de informação. Os fundamentalistas querem a volta a um mundo arcaico. Eles não investem em coisas que são normais para nós, como o direito das mulheres e das crianças.



Já Prein, relembra a luta contra a ditadura no Brasil, onde o rádio mobilizou as revoltas. Na época, o governo bloqueava as transmissões e os oposicionistas tinham que usar as rádios internacionais.



– A internet e as redes sociais romperam com a capacidade de censura e controle, necessários para a manutenção desses regimes ilegítimos – conclui.

UNIDADES DO EXÉRCITO PREPARADAS PARA TRAGÉDIAS

As tragédias ensinam como as instituições devem agir nestes momentos.
Foi dirigida ao Ministerio da Defesa estudos para formar unidades prontas para agir nestas calamidades naturais.
Nada mais justo que deve- se  ajudar a corporificar esta idéia , o próprio Exército achou que poderia agir com mais rapidez, isto demonstrou para mim uma autocritica salutar de organismo que pensam no futuro dos seus cidadãos .
Teve usar o Exército como um baluarte nesta tragédias como os primeiros que devem estar sempre preparados nestas eventualidades.
Parabéns ao Exército pela boa iniciativa.

SUSPEITAS QUE BANDIDOS MIGRARAM PARA SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Uma força-tarefa liderada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São José dos Campos investiga o paradeiro de traficantes da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que foram acolhidos pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) no Vale do Paraíba depois que as polícias Civil, Militar e Federal e as Forças Armadas ocuparam as favelas. Informações coletadas nos últimos dias pela equipe de investigadores dão conta que criminosos que conseguiram fugir do cerco policial na capital fluminense estariam escondidos em São José dos Campos, Taubaté e Caçapava. A operação da DIG conta com o auxílio do Exército, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.



Os ataques no Rio tiveram início na tarde do dia 21 de novembro, em retaliação dos traficantes contra a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em morros e favelas. Ao longo da semana, Marinha, Exército e PF se juntaram às forças de segurança do Estado do Rio no combate à onda de violência, que resultou em mais de 180 veículos incendiados. Duzentos policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) ocuparam a Vila Cruzeiro. Com a ação, alguns traficantes fugiram para o Complexo do Alemão, que também foi dominado pelos policiais. Somente nas favelas do Alemão existiriam 500 traficantes. O paradeiro da maioria ainda é um mistério.



No Vale do Paraíba, a Polícia Civil está em estado de atenção. “Temos informações que há três famílias de traficantes do Rio de Janeiro instaladas em chácaras em Caçapava e que foram acolhidas pelo PCC. Também há traficantes do Rio no Pinheirinho (acampamento sem-teto em São José) e em Taubaté”, disse um dos policiais civis envolvidos na investigação. “O que precisamos é que a nossa população faça o mesmo que a população do Rio de Janeiro está fazendo: denunciando. Só com a ajuda da população é que vamos conseguir vencer tudo isso”, afirmou.



Segundo ele, o grupo de policiais que trabalha na área de inteligência no Rio de Janeiro, além do Exército e da Marinha, tem trocado informações com a DIG de São José. “Estamos fazendo um trabalho de análise de pontos vulneráveis da região que podem ser pontos de recepção desses fugitivos do Rio”. Em São José, os pontos considerados críticos são o acampamento sem-teto Pinheirinho e o bairro Jardim São José 2, mais conhecido como ‘Cidade de Deus’.



Segundo Polícia Civil, o PCC está oferecendo proteção aos traficantes do Rio de Janeiro porque em 2006, quando a facção criminosa paulista deflagrou a onda de atentados em todo o Estado de São Paulo, o Comando Vermelho ajudou a esconder os principais suspeitos de planejar os ataques. Além disso, existiria no Estatuto do PCC, fundado em 31 de agosto de 1993 por oito presidiários no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, um acordo para receber membros do CV quando necessário.



Na região, a Polícia Civil procura pelos traficantes Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, Emerson Ventapane da Silva, o “Mão”, Felipe Alan Marques da Silva, o “Playboy”, Carlos Orlando Messina Vidal, o “Chileno”, Marcelo da Silva Soares, o Macarrão, e Marcelo Lenadro da Silva, o “Marcelinho Niterói”. Para o especialista em segurança pública José Vicente da Silva Filho, se o PCC está de fato acolhendo traficantes do Rio de Janeiro em cidades do Vale do Paraíba, seria por uma espécie de “amizade”



Reflexos



“Veja bem, dizer que podemos evitar que os problemas ocorridos no Rio de Janeiro não tenham efeitos aqui na nossa cidade é impossível porque eles vão acontecer. O que estamos preocupados é como resolver a partir do momento que eles começarem a refletir aqui, diante de nós. Com o aumento do tráfico, o aumento da criminalidade, o número de homicídios pode aumentar”, disse o delegado titular da DIG de São José dos Campos, Vernei Antônio de Freitas.



“A Polícia Civil trabalha com o crime já ocorrido [na investigação], mas diante dessa situação já estamos atuando na prevenção. Estamos com todo nosso pessoal na rua. Mudamos nossa tática, aumentamos nossas atenções. Hoje, a Polícia Civil de São José dos Campos está em estado de atenção”, disse Freitas à revista valeparaibano.



Há duas semanas o número de trabalhos na rua, com investigações na busca por criminosos, foi intensificado. “Nosso grupo de inteligência está todo interligado com o pessoal do Rio de Janeiro. O fato é que aqui é sim a rota de fuga desses marginais. Aqui é o principal eixo, de todo o país. São José dos Campos é uma cidade muito grande. Não estamos saindo com a viatura aleatoriamente, sabemos exatamente em quais os pontos que temos que atuar. E estamos atuando”, concluiu o delegado.

RELAÇÕES COM URUGUAI

 O governador do Rio Grande do Sul (RS), Tarso Genro, e o presidente do Uruguai, José Muijca, se comprometeram a estreitar as relações bilaterais em diversas áreas na reunião que realizaram ontem em Montevidéu.




De acordo com o governador gaúcho, os dois governos pretendem aprofundar os vínculos nos setores de cultura, ciência, tecnologia, política e agricultura.



Sobre o último ponto, as duas autoridades concordaram em realizar uma "busca conjunta por terceiros mercados" para a exportação de arroz, produzido pelas duas regiões, por meio de "uma combinação dos produtores, com uma união direta dos governos" para "favorecer toda a região e os plantadores do Uruguai", explicou Genro.



Entre os temas sobre tecnologia, o brasileiro se mostrou interessado no Plano Ceibal, implementado durante o governo do ex-presidente uruguaio Tabaré Vázquez (2005-2010), que consiste na entrega de um computador portátil para todos os alunos das escolas públicas.



Genro afirmou querer implementar um programa semelhante em seu estado com a ajuda de técnicos do Uruguai, e em troca ofereceu a concessão de acesso gratuito à banda larga aos uruguaios que residem a cerca de 1.750 quilômetros da fronteira entre os dois países.



Eles também trataram sobre o incentivo à integração produtiva no âmbito das pequenas e médias empresas para que elas melhorem sua qualificação tecnológica e possam encontrar interesses recíprocos que as ajudem a crescer.



Já no âmbito cultural, Genro e Mujica decidiram realizar um festival de cinema brasileiro em Montevidéu e outro de cinema uruguaio em Porto Alegre.



O governador do RS, que chegou a Montevidéu no domingo e ficará na nação vizinha até hoje, se reuniu também com o vice-presidente uruguaio, Danilo Astori, a senadora governista e primeira-dama Lucía Topolansky, o presidente da Suprema Corte de Justiça, Leslie Van Rompaey, e o subsecretário do Ministério das Relações Exteriores, Roberto Conde.

AGENDA AMBIENTAL

O Exército brasileiro aderiu à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa socioambiental do Ministério do Meio Ambiente sobre o uso racional dos recursos. Durante a assinatura do termo de adesão do Comando do Exército Brasileiro, na segunda-feira (7), o general de brigada e chefe de Relações Internacionais e Meio Ambiente, Floriano Peixoto Neto, assumiu o compromisso de que, até o final de 2013, as ações da A3P estarão em plena execução nas 1.226 unidades do Exército espalhadas por todo o País.



O Exército é a primeira das Forças Armadas a aderir à A3P e iniciará este ano as ações de sensibilização e capacitação dos 200 mil militares que compõem o quadro efetivo e temporário sobre o uso racional dos recursos, gestão adequada dos resíduos sólidos, licitações sustentáveis e qualidade de vida no ambiente de trabalho. Além disso, há a intenção de estender a multiplicação dos princípios ambientais aos 90 mil jovens alistados que passam anualmente pelos quartéis brasileiros.



De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a adesão ao programa representa apenas o primeiro passo rumo a um diálogo sólido entre o ministério e o Exército.



A ministra declarou a vontade do Ministério do Meio Ambiente em contar com a parceria do Exército em três novas fronteiras da agenda ambiental: a proteção das florestas e o acesso aos recursos genéticos, combatendo a biopirataria; gerar novos ativos financeiros com a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, buscando novos patamares de distribuição de renda e justiça social; bem como a sofisticação de tecnologias de eficiência energética para formulação de uma estratégia nacional competitiva que permita ao Brasil, definitivamente, fazer a transição para uma economia de baixo carbono.







Ministério Público



A Procuradoria Regional da República da 1ª Região, que integra o Ministério Público Federal, também assinou o termo de adesão à A3P na segunda-feira, mas já vem implementando as ações de responsabilidade socioambiental há um ano.



“Quanto mais parceiros melhor, pois a sustentabilidade não é prerrogativa do Ministério do Meio Ambiente, mas de todos que trabalham para construir uma sociedade mais justa, com distribuição de renda e acesso equilibrado aos recursos naturais”, comemorou a ministra Izabella.



Além da coleta seletiva solidária e destinação dos materiais recicláveis à cooperativa de catadores, a Procuradoria faz recolhimento de pilhas e baterias, bem como do óleo de cozinha e lâmpadas, destinando os resíduos para empresas que já possuem disposição adequada.



A pedido dos servidores, a Procuradoria também já iniciou a campanha de sensibilização dos gestores com campanha lúdica e educativa, utilizando os personagens da turminha do MPF, para explicar os materiais que são recicláveis e como deve acontecer a separação nos coletores distribuídos pelas salas de trabalho.



Em 2011, uma das metas da Procuradoria é achar soluções sustentáveis para o lixo orgânico, com a construção de um minhocário, que servirá como espaço de compostagem desses resíduos.



“O Ministério Público em sua atuação externa tem a responsabilidade de proteger o meio ambiente e fica contraditório exercer esse papel sem ter a consciência ambiental incorporada nas rotinas diárias de trabalho”, ressaltou Alexandre Camanho, procurador-chefe.



Para a ministra do Meio Ambiente, o grande benefício dos princípios da A3P é que eles conseguem extrapolar as estruturas dos órgãos públicos e, por meio da mudança de comportamento dos servidores, acabam alcançando as famílias e as comunidades onde moram.

RELAÇÕES BILATERAIS COM BOGOTÁ

O chanceler brasileiro (Ministro das Relações Exteriores), Antonio Patriota, realiza hoje uma visita de trabalho a Bogotá, Colômbia, onde se reunirá com sua homóloga María Angela Holguín para revisar a cooperação e o diálogo político bilateral.




Uma breve nota de imprensa do Ministério de Relações Exteriores detalha que Patriota e Holguín vistoriarão a agenda de cooperação e trocarão opiniões sobre temas regionais e globais.



Entre os assuntos regionais, a chancelaria menciona o fortalecimento da União de Nações Sul-americanas (Unasul) e entre os internacionais ressalta a presença de Colômbia e Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.



Desde o dia 1 e durante todo o mês, Brasília ocupa a presidência dessa entidade das Nações Unidas.



Dados divulgados pelo Ministério de Relações Exteriores indicam que o intercâmbio Brasil-Colômbia chegou a 3 bilhões 270 milhões de dólares em 2010, o que representou um aumento de 89,9 por cento em comparação com o ano anterior.



Brasil é o quarto maior abastecedor da Colômbia, para onde exportou produtos no valor de 2,19 bilhões de dólares em 2010, um crescimento de 21,9 por cento com relação a 2009.



Por sua vez, as exportações colombianas ao Brasil ultrapassaram, pela primeira vez, a cota de um bilhão de dólares.

PROTESTO FORMAL CONTRA GOVÊRNO EGPÍCIO

O governo brasileiro prepara, via Embaixada do Brasil no Egito, uma nota de protesto contra o governo do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Na diplomacia internacional, o documento tem o valor de uma queixa formal. Nele, o embaixador do Brasil no Cairo, Cesário Melantonio Neto, vai reclamar do impedimento de um diplomata de dar assistência a brasileiros, em um hotel, e de agressões sofridas por jornalistas brasileiros no país.



O secretário-geral para Comunidades de Brasileiros no Exterior no Itamaraty, embaixador Eduardo Gradilone, disse à Agência Brasil que a nota de protesto vai mencionar que as ações, cometidas por autoridades policiais no Egito, contrariam os acordos internacionais de assistência e apoio a estrangeiros fora de seus países.



— É uma nota que será encaminhada pela Embaixada do Brasil no Egito diretamente para o Ministério das Relações Exteriores. O embaixador Cesário deve citar a inadequação do impedimento ao trabalho do diplomata na assistência consultar e a agressão aos jornalistas brasileiros — disse Gradilone.



A reação brasileira ocorre um dia depois de um diplomata ser impedido de entrar um hotel, no centro do Cairo, para dar assistência a brasileiros e também quando jornalistas do Brasil foram detidos, vendados e tiveram os equipamentos apreendidos no Egito. Os jornalistas Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, ficaram presos por 18 horas e depois receberam ordens para deixar o país.



— O que ocorreu com os jornalistas brasileiros foi gravíssimo. Foi uma das situações mais graves dos últimos dias, por isso o Itamaraty divulgou ontem nota de imprensa sobre o episódio. Houve a detenção dos profissionais e o confisco dos equipamentos. Além deste caso, houve o impedimento ao trabalho de assistência consular — disse Gradilone.



Segundo Gradilone, ainda há cerca de 320 brasileiros no Egito. Destes, apenas 20 são turistas que estão em uma praia afastada do Cairo – centro da onda de manifestações de protestos contra Mubarak:



— Estamos fazendo o possível para ajudar a todos que nos procuram. Tivemos, como todos, dificuldades com as linhas telefônicas e a internet. Agora está mais fácil.



Paralelamente, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, analisa as sinalizações de reações populares na Síria, no Yêmen e Tunísia. De acordo com Gradilone, o mapeamento dos brasileiros nestas regiões está em elaboração e há uma atenção diferenciada, caso seja necessário prestar assistência, se houver ameaças nestes países.