O Ministério das Relações Exteriores afirmou , por meio de nota, que o Brasil já está cumprindo várias das determinações contidas na sentença anunciada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O tribunal responsabilizou o Estado brasileiro pelo desaparecimento de 62 pessoas durante a ditadura militar (1964-1985) e devido à falta de investigação de violações dos direitos humanos cometidas por agentes da repressão. As vítimas integravam a Guerrilha do Araguaia, reprimida pelo Exército nos anos 70 no sul do Pará.
Conforme a sentença, o Brasil terá de tomar uma série de medidas, como a investigação dos crimes e a punição dos responsáveis, a garantia do direito à informação aos familiares e a realização de um ato público de reconhecimento de sua responsabilidade.
Em seu comunicado, o Itamaraty afirma que as iniciativas adotadas pelo Estado continuarão a ser implementadas, e diz que “o Brasil também envidará esforços para encontrar meios de cumprir as determinações remanescentes da sentença”.
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A chancelaria alega que o Estado brasileiro reconheceu a responsabilidade pela morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar por meio da apresentação de informações sobre ações implementadas, tanto no plano legal quanto no político, em sua defesa junto à corte da OEA.
Como exemplos, são citados o pagamento de indenizações aos familiares das vítimas e o julgamento, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), de uma ação que pedia mudanças na Lei de Anistia – o dispositivo foi rejeitado pela maioria dos ministros.
“Essas medidas também incluíram os esforços, ainda em curso, de localização e identificação de restos mortais; de compilação, digitalização e difusão de documentos sobre o período do regime militar; e de preservação, divulgação e valorização da memória histórica associada àquele período”, diz a nota do Itamaraty.
sábado, 8 de janeiro de 2011
AFRICA DO SUL É UM NOVO BRIC
A China declarou hoje que a integração da África do Sul ao bloco BRIC, que até agora inclui Brasil, Rússia, Índia e China, deve promover a cooperação entre as economias emergentes.
"Estamos convencidos de que a entrada da África do Sul possa promover o desenvolvimento do BRIC e fomentar a cooperação entre as economias emergentes", declarou hoje Jiang Yu, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
Os comentários da porta-voz da diplomacia chinesa foram feitos depois que os países integrantes do BRIC aceitaram na semana passada a África do Sul como novo membro integral. Atualmente, a China detém a presidência rotativa do bloco.
O presidente chinês, Hu Jintao, emitiu uma carta de convite ao seu homólogo sul-africano, Jacob Zuma, convidando-o para assistir à 3ª cúpula dos líderes do BRIC em Beijing no ano que vem, acrescentou Jiang Yu.
Segundo ela, a cooperação entre os países membros do BRIC foi estável, aberta, transparente e de benefício mútuo.
BRIC é um termo criado em 2001 pelo economista do Goldman Sachs, Jim O'Neill, para descrever a crescente influência das principais economias emergentes do mundo.
"Estamos convencidos de que a entrada da África do Sul possa promover o desenvolvimento do BRIC e fomentar a cooperação entre as economias emergentes", declarou hoje Jiang Yu, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
Os comentários da porta-voz da diplomacia chinesa foram feitos depois que os países integrantes do BRIC aceitaram na semana passada a África do Sul como novo membro integral. Atualmente, a China detém a presidência rotativa do bloco.
O presidente chinês, Hu Jintao, emitiu uma carta de convite ao seu homólogo sul-africano, Jacob Zuma, convidando-o para assistir à 3ª cúpula dos líderes do BRIC em Beijing no ano que vem, acrescentou Jiang Yu.
Segundo ela, a cooperação entre os países membros do BRIC foi estável, aberta, transparente e de benefício mútuo.
BRIC é um termo criado em 2001 pelo economista do Goldman Sachs, Jim O'Neill, para descrever a crescente influência das principais economias emergentes do mundo.
EMBAIXADA DA PALESTINA NO BRASIL
Brasil será o primeiro país ocidental onde a Palestina construirá uma embaixada. A pedra fundamental da obra, que deve ser iniciada ainda em 2011, foi lançada hoje pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, no Lote 46 do Setor de Embaixadas Norte, em Brasília.
De acordo com o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, a decisão de construir a embaixada se deve ao fato de o Brasil "ser um sócio muito importante" para seu país.
— É a primeira vez que vamos construir uma embaixada no Ocidente e escolhemos o Brasil porque é um país que sempre se inseriu na questão palestina de forma muito positiva — justificou o embaixador.
Segundo ele, as outras embaixadas de seu país no Ocidente geralmente estão instaladas em imóveis alugados ou adquiridos já prontos. O terreno onde a embaixada será construída em Brasília foi doado pela União em 2008, em ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Obrigado, Brasil. Este é um ato de soberania e solidariedade que marca o retorno de uma Palestina livre e soberana — discursou Zeben por ocasião do lançamento da pedra fundamental da obra.
Na cerimônia, Mahmoud Abbas elogiou as declarações de Lula em favor do reconhecimento do Estado palestino, dentro das fronteiras de 1967.
— Vimos vários países seguindo o exemplo do Brasil. Talvez vocês não saibam da felicidade que esse ato proporcionou para o nosso povo. O Brasil está em nossos corações e mentes, assim como sabemos que os palestinos estão nos corações e mentes dos brasileiros — disse o presidente palestino.
Representando o Ministério das Relações Exteriores, o embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto disse que o reconhecimento do Estado palestino 'foi um ato de soberania que reconhece outra soberania', e que esta é uma mensagem de paz enviada pelo Brasil ao mundo.
Abbas comentou também sobre a esperança que tem de um convívio pacífico entre os povos palestino e israelense:
— Vejo as crianças daqui e reafirmo nossa vontade de ver nossas crianças crescendo em paz, ao lado das crianças israelenses. Não apenas para a atual geração, mas para as gerações de filhos e netos que ainda virão. Sabemos que o povo de Israel também deseja a paz e queremos que essa mensagem chegue aos ouvidos de todos os d
De acordo com o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, a decisão de construir a embaixada se deve ao fato de o Brasil "ser um sócio muito importante" para seu país.
— É a primeira vez que vamos construir uma embaixada no Ocidente e escolhemos o Brasil porque é um país que sempre se inseriu na questão palestina de forma muito positiva — justificou o embaixador.
Segundo ele, as outras embaixadas de seu país no Ocidente geralmente estão instaladas em imóveis alugados ou adquiridos já prontos. O terreno onde a embaixada será construída em Brasília foi doado pela União em 2008, em ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Obrigado, Brasil. Este é um ato de soberania e solidariedade que marca o retorno de uma Palestina livre e soberana — discursou Zeben por ocasião do lançamento da pedra fundamental da obra.
Na cerimônia, Mahmoud Abbas elogiou as declarações de Lula em favor do reconhecimento do Estado palestino, dentro das fronteiras de 1967.
— Vimos vários países seguindo o exemplo do Brasil. Talvez vocês não saibam da felicidade que esse ato proporcionou para o nosso povo. O Brasil está em nossos corações e mentes, assim como sabemos que os palestinos estão nos corações e mentes dos brasileiros — disse o presidente palestino.
Representando o Ministério das Relações Exteriores, o embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto disse que o reconhecimento do Estado palestino 'foi um ato de soberania que reconhece outra soberania', e que esta é uma mensagem de paz enviada pelo Brasil ao mundo.
Abbas comentou também sobre a esperança que tem de um convívio pacífico entre os povos palestino e israelense:
— Vejo as crianças daqui e reafirmo nossa vontade de ver nossas crianças crescendo em paz, ao lado das crianças israelenses. Não apenas para a atual geração, mas para as gerações de filhos e netos que ainda virão. Sabemos que o povo de Israel também deseja a paz e queremos que essa mensagem chegue aos ouvidos de todos os d
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
SUCO DE LARANJA - QUE BATALHA
Itamaraty anunciou nesta segunda-feira que a Organização Mundial do Comércio (OMC) considerou ilegais as medidas antidumping aplicadas pelos Estados Unidos ao suco de laranja brasileiro. As duas partes podem recorrer e a decisão final só será tomada em fevereiro do próximo ano. A palavra final pode interferir nas relações comerciais dos países.
O Ministério das Relações Exteriores questiona na OMC, desde setembro de 2009, a fórmula que os americanos utilizam para fazer um cálculo que determina se existe dumping nas exportações brasileiras de suco de laranja. De acordo com o Itamaraty, a metodologia exagera as margens de dumping e prejudica os produtores brasileiros. Outros países acusam os EUA de fazerem o mesmo em relação a outros produtos.
O dumping permite que um país venda ao exterior produtos abaixo do preço de mercado, eliminando a produção doméstica do país comprador pela concorrência desleal. Pelo mecanismo conhecido como zeramento, os Estados Unidos desconsideram alguns negócios com preço maior que o de mercado, o que descaracterizaria o dumping. Ao aplicar medidas antidumping, os Estados Unidos sobretaxam os produtos brasileiros, que pagam tarifa extra para entrar no mercado norte-americano, além do imposto de importação. Assim, os americanos sobrecarregam as taxas dos produtos brasileiros, que acabam tendo que pagar tarifa extra para botar seus produtos no mercado dos EUA, os tornando mais caros e causando o desinteresse de consumidores.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o relatório provisório da OMC está em sigilo e que não pode comentar a questão, apesar de demonstrar satisfação. "O governo recebeu com satisfação as determinações do painel e espera que sejam confirmadas no relatório final", informou o comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores questiona na OMC, desde setembro de 2009, a fórmula que os americanos utilizam para fazer um cálculo que determina se existe dumping nas exportações brasileiras de suco de laranja. De acordo com o Itamaraty, a metodologia exagera as margens de dumping e prejudica os produtores brasileiros. Outros países acusam os EUA de fazerem o mesmo em relação a outros produtos.
O dumping permite que um país venda ao exterior produtos abaixo do preço de mercado, eliminando a produção doméstica do país comprador pela concorrência desleal. Pelo mecanismo conhecido como zeramento, os Estados Unidos desconsideram alguns negócios com preço maior que o de mercado, o que descaracterizaria o dumping. Ao aplicar medidas antidumping, os Estados Unidos sobretaxam os produtos brasileiros, que pagam tarifa extra para entrar no mercado norte-americano, além do imposto de importação. Assim, os americanos sobrecarregam as taxas dos produtos brasileiros, que acabam tendo que pagar tarifa extra para botar seus produtos no mercado dos EUA, os tornando mais caros e causando o desinteresse de consumidores.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o relatório provisório da OMC está em sigilo e que não pode comentar a questão, apesar de demonstrar satisfação. "O governo recebeu com satisfação as determinações do painel e espera que sejam confirmadas no relatório final", informou o comunicado.
CASO SEAN GOLDMAN
O advogado da família materna do menino Sean Goldman, Carlos Nicodemos, espera uma posição do ministro das Relações Exteriores, sobre a recusa do governo dos Estados Unidos em promover um encontro entre a criança e os avós maternos.
De acordo com Nicodemos, um pedido de visita consular foi negado pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (22).
“Essa visita está prevista nas relações diplomáticas entre o Brasil e os EUA. Sendo negada, vira um impasse político. O Ministério das Relações Exteriores me garantiu que irá se posicionar sobre o assunto”, afirmou o advogado.
A visita consular visava promover o encontro dos avós maternos com o neto, Sean Goldman. Em todo o momento, um representante do governo americano poderia acompanhar o encontroi. Mas se posicionou contra.
Os Estados Unidos afirmaram, segundo Nicodemos, “que não vão promover o encontro pois há um desinteresse da parte do pai , David Goldman”.
O iG entrou em contato com o escritório da advogada de David Goldman, em Red Bank, no estado americano de Nova Jersey. No entanto, a advogada Patricia Apy não pode atender e até o fechamento desta matéria não retornou as ligações.
Entenda o caso
A briga pela guarda do menino Sean Richard Goldman começou em junho de 2004, quando a mãe do menino, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro Ribeiro, deixou o marido, David Goldman e veio morar no Brasil com o filho. A família residia na cidade de Titon Falls, estado de Nova Jersey .
A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda da criança, na época com quatro anos. Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho, ela morreu.
Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos.
Em dezembro do ano passado ele ganhou a guarda provisória e retornou aos EUA com Sean. A família materna não conseguiu autorização para visitá-lo desde então.
As decisões pró-Goldman baseiam-se na Convenção de Haia sobre Sequestro Internacional de Crianças, de 1980, asssinada pelo Brasil e pelos EUA, que prevê a restituição do filho indevidamente subtraído ao convívio de um dos pais.
De acordo com Nicodemos, um pedido de visita consular foi negado pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (22).
“Essa visita está prevista nas relações diplomáticas entre o Brasil e os EUA. Sendo negada, vira um impasse político. O Ministério das Relações Exteriores me garantiu que irá se posicionar sobre o assunto”, afirmou o advogado.
A visita consular visava promover o encontro dos avós maternos com o neto, Sean Goldman. Em todo o momento, um representante do governo americano poderia acompanhar o encontroi. Mas se posicionou contra.
Os Estados Unidos afirmaram, segundo Nicodemos, “que não vão promover o encontro pois há um desinteresse da parte do pai , David Goldman”.
O iG entrou em contato com o escritório da advogada de David Goldman, em Red Bank, no estado americano de Nova Jersey. No entanto, a advogada Patricia Apy não pode atender e até o fechamento desta matéria não retornou as ligações.
Entenda o caso
A briga pela guarda do menino Sean Richard Goldman começou em junho de 2004, quando a mãe do menino, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro Ribeiro, deixou o marido, David Goldman e veio morar no Brasil com o filho. A família residia na cidade de Titon Falls, estado de Nova Jersey .
A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda da criança, na época com quatro anos. Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho, ela morreu.
Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos.
Em dezembro do ano passado ele ganhou a guarda provisória e retornou aos EUA com Sean. A família materna não conseguiu autorização para visitá-lo desde então.
As decisões pró-Goldman baseiam-se na Convenção de Haia sobre Sequestro Internacional de Crianças, de 1980, asssinada pelo Brasil e pelos EUA, que prevê a restituição do filho indevidamente subtraído ao convívio de um dos pais.
AÇÕES HUMANITÁRIAS
A Câmara analisa a Medida Provisória 519/10, que aumenta a participação do governo brasileiro em iniciativas de assistência humanitária internacional. A MP autoriza a União a doar estoques públicos de alimentos a países e regiões recentemente afetados por eventos naturais e sociais de grandes proporções.
De acordo com o texto, as doações serão feitas por intermédio do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) e deverão beneficiar países como Bolívia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Zimbábue, Sudão, Etiópia, República Centro-Africana, Congo, Somália, Nigéria e Coreia, além da Autoridade Nacional Palestina e de países da Comunidade de Língua Portuguesa.
A MP autoriza remessas de até 100 mil toneladas de arroz, 100 mil toneladas de feijão, 300 mil toneladas de milho, 10 mil toneladas de leite em pó e 1 tonelada de sementes de hortaliças.
Despesas
Segundo o Grupo Interministerial sobre Assistência Humanitária Internacional (GTI-AHI), coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores, o uso dos estoques públicos não acarreta despesa adicional ao Orçamento. As doações serão efetivadas por meio de acordo firmado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), utilizando recursos orçamentários da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). No caso específico das despesas com transporte e distribuição, os custos ficarão por conta do PMA.
De acordo com o texto, as doações serão feitas por intermédio do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) e deverão beneficiar países como Bolívia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Zimbábue, Sudão, Etiópia, República Centro-Africana, Congo, Somália, Nigéria e Coreia, além da Autoridade Nacional Palestina e de países da Comunidade de Língua Portuguesa.
A MP autoriza remessas de até 100 mil toneladas de arroz, 100 mil toneladas de feijão, 300 mil toneladas de milho, 10 mil toneladas de leite em pó e 1 tonelada de sementes de hortaliças.
Despesas
Segundo o Grupo Interministerial sobre Assistência Humanitária Internacional (GTI-AHI), coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores, o uso dos estoques públicos não acarreta despesa adicional ao Orçamento. As doações serão efetivadas por meio de acordo firmado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), utilizando recursos orçamentários da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). No caso específico das despesas com transporte e distribuição, os custos ficarão por conta do PMA.
ACORDO TECNOLOGICO NA ÁREA ASTRONÔMICA
Papai Noel foi generoso com a comunidade astronômica brasileira. O Ministério da Ciência e Tecnologia e o ESO (Observatório Europeu do Sul) chegaram a um consenso para a entrada do país no consórcio, a um custo de cerca de €250 milhões (o equivalente a quase R$ 555 milhões) em 11 anos .
O acordo, ao qual a Folha teve acesso, está no momento sendo analisado pelo Ministério do Planejamento (de onde sairá a verba) e passará por pequenos ajustes de texto na pasta das Relações Exteriores, antes que a versão definitiva possa ser assinada pelo ministro Sérgio Rezende (MCT) e pelo diretor-geral do ESO, Tim de Zeeuw.
Se tudo correr bem, a cerimônia de assinatura deve acontecer na próxima quarta-feira, dia 29, em Brasília.
A partir daí, o Brasil será o primeiro país que não faz parte da Europa a fechar com o consórcio (excetuando-se naturalmente o Chile, que hospeda as instalações).
A negociação tinha esfriado depois que os termos originais apresentados pela organização europeia foram rechaçados pelo governo brasileiro, em setembro.
Mas, num movimento surpreendente, o ESO decidiu ceder e suavizar um pouco o custo para o Brasil, viabilizando o negócio.
CIFRAS
A organização europeia tem interesse no ingresso de novos membros para ajudar a financiar o seu futuro superobservatório, o E-ELT (Telescópio Extremamente Grande), que terá 42 m de abertura e deve ser inaugurado em uma década.
O resultado foi celebrado pelos envolvidos na negociação. Num e-mail trocado internamente no MCT, um assessor descreve o sentimento: "As equipes negociadoras comemoram como se tivéssemos conquistado a Copa do Mundo. Com gols até no último minuto".
CUSTO REDUZIDO
"Foi uma redução de quase 50% no custo original", disse à Folha, por telefone, o ministro Sérgio Rezende.
O Brasil ficou isento de uma contribuição adicional que está sendo imposta aos outros membros, no valor de €250 milhões, para a construção do E-ELT , próximo grande projeto do ESO.
Outra grande vitória foi o abatimento da anuidade a ser paga pelo país como membro do consórcio.
Normalmente o ESO usa o PIB (Produto Interno Bruto) de cada país como critério para determinar quanto é preciso pagar.
O governo brasileiro, no entanto, mostrou que a riqueza nacional não guarda a mesma proporção que a dos outros países do grupo quando se leva em conta a divisão per capita e o fato de que a comunidade astronômica brasileira não é, proporcionalmente, tão numerosa.
Como resultado dessa argumentação, o ESO decidiu promover um aumento gradual da anuidade brasileira.
Em 2012, por exemplo, o país pagará 25% do valor calculado com base no PIB. A porcentagem vai subindo até chegar aos 100%, em 2021.
Apesar dessas condições especiais, o país preserva na integralidade seus direitos como membro regular da organização.
Isso inclui a submissão de projetos de pesquisa para uso de toda a infraestrutura do observatório (trata-se da maior instituição de pesquisa astronômica do mundo).
VAI E VOLTA
Outra grande vantagem celebrada pelo governo é a possibilidade de empresas brasileiras disputarem as licitações ligadas à instituição.
"A Queiróz Galvão, por exemplo, está terminando um grande empreendimento no Chile com 2.000 funcionários. Está pronta para começar a obra de preparação do terreno para a construção do E-ELT, cortar o cume do morro e fazer uma estrutura plana", disse Rezende.
"As empresas brasileiras têm muito interesse e vão ter acesso, com a vantagem competitiva de estar muito mais perto do Chile [que as concorrentes europeias]."
O ministro destaca que haverá benefícios em outros setores, além da construção civil. "Na área técnica e de alta tecnologia, as empresas também terão grandes oportunidades. Lembre-se de que o Soar [telescópio brasileiro e americano construído no Chile] teve diversas peças fabricadas no Brasil."
O acordo, ao qual a Folha teve acesso, está no momento sendo analisado pelo Ministério do Planejamento (de onde sairá a verba) e passará por pequenos ajustes de texto na pasta das Relações Exteriores, antes que a versão definitiva possa ser assinada pelo ministro Sérgio Rezende (MCT) e pelo diretor-geral do ESO, Tim de Zeeuw.
Se tudo correr bem, a cerimônia de assinatura deve acontecer na próxima quarta-feira, dia 29, em Brasília.
A partir daí, o Brasil será o primeiro país que não faz parte da Europa a fechar com o consórcio (excetuando-se naturalmente o Chile, que hospeda as instalações).
A negociação tinha esfriado depois que os termos originais apresentados pela organização europeia foram rechaçados pelo governo brasileiro, em setembro.
Mas, num movimento surpreendente, o ESO decidiu ceder e suavizar um pouco o custo para o Brasil, viabilizando o negócio.
CIFRAS
A organização europeia tem interesse no ingresso de novos membros para ajudar a financiar o seu futuro superobservatório, o E-ELT (Telescópio Extremamente Grande), que terá 42 m de abertura e deve ser inaugurado em uma década.
O resultado foi celebrado pelos envolvidos na negociação. Num e-mail trocado internamente no MCT, um assessor descreve o sentimento: "As equipes negociadoras comemoram como se tivéssemos conquistado a Copa do Mundo. Com gols até no último minuto".
CUSTO REDUZIDO
"Foi uma redução de quase 50% no custo original", disse à Folha, por telefone, o ministro Sérgio Rezende.
O Brasil ficou isento de uma contribuição adicional que está sendo imposta aos outros membros, no valor de €250 milhões, para a construção do E-ELT , próximo grande projeto do ESO.
Outra grande vitória foi o abatimento da anuidade a ser paga pelo país como membro do consórcio.
Normalmente o ESO usa o PIB (Produto Interno Bruto) de cada país como critério para determinar quanto é preciso pagar.
O governo brasileiro, no entanto, mostrou que a riqueza nacional não guarda a mesma proporção que a dos outros países do grupo quando se leva em conta a divisão per capita e o fato de que a comunidade astronômica brasileira não é, proporcionalmente, tão numerosa.
Como resultado dessa argumentação, o ESO decidiu promover um aumento gradual da anuidade brasileira.
Em 2012, por exemplo, o país pagará 25% do valor calculado com base no PIB. A porcentagem vai subindo até chegar aos 100%, em 2021.
Apesar dessas condições especiais, o país preserva na integralidade seus direitos como membro regular da organização.
Isso inclui a submissão de projetos de pesquisa para uso de toda a infraestrutura do observatório (trata-se da maior instituição de pesquisa astronômica do mundo).
VAI E VOLTA
Outra grande vantagem celebrada pelo governo é a possibilidade de empresas brasileiras disputarem as licitações ligadas à instituição.
"A Queiróz Galvão, por exemplo, está terminando um grande empreendimento no Chile com 2.000 funcionários. Está pronta para começar a obra de preparação do terreno para a construção do E-ELT, cortar o cume do morro e fazer uma estrutura plana", disse Rezende.
"As empresas brasileiras têm muito interesse e vão ter acesso, com a vantagem competitiva de estar muito mais perto do Chile [que as concorrentes europeias]."
O ministro destaca que haverá benefícios em outros setores, além da construção civil. "Na área técnica e de alta tecnologia, as empresas também terão grandes oportunidades. Lembre-se de que o Soar [telescópio brasileiro e americano construído no Chile] teve diversas peças fabricadas no Brasil."
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