sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

RECONHECIMENTO DA PALESTINA

A Argentina anunciou nesta segunda-feira (6) que reconhece a “Palestina como Estado livre e independente dentro das fronteiras definidas em 1967”. A decisão ocorre três dias após o Brasil anunciar seu reconhecimento, o que provocou críticas por parte de Israel.




O anúncio de reconhecimento do Estado palestino, de população árabe e muçulmana, foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do país vizinho, Héctor Timerman, que é judeu.



Assim como o Brasil, o governo argentino reconhece o país dentro dos limites de 1967. Neste ano, após a Guerra dos Seis Dias, Israel conquistou o controle do deserto do Sinai (território do Egito), da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental (territórios palestinos) e das colinas de Golã (da Síria). Desde então os israelenses ainda ocupam partes do território palestino, contrariando decisões da ONU (Organização das Nações Unidas).



A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enviou uma carta ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, informando sua decisão.



Horas depois, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel considerou "lamentável" a decisão da Argentina de reconhecer o Estado palestino.



Na última semana, o governo de Israel também se disse “decepcionado” com a decisão brasileira, afirmando que o ato repercutirá negativamente no processo de paz da região.



Mais de cem países reconhecem o Estado palestino



A Argentina e o Brasil passam a integrar uma lista de mais de cem países que reconhecem o Estado palestino, entre eles todos os árabes, a maior parte da África, além de muitas nações da Ásia e do leste da Europa.












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Após o reconhecimento brasileiro, um dos porta-vozes do governo palestino, Xavier Abu Eid, disse que outros sete países latino-americanos se mostravam dispostos a manter conversas bilaterais para reconhecer a independência palestina pelas fronteiras de 1967.



Eid disse esperar que “uma onda de reconhecimentos latino-americanos como a que houve após 1988 [por causa da Declaração de Independência Palestina] em outras partes do mundo".