O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, chega hoje a China para iniciar amanhã uma visita oficial de dois dias, como parte da preparação da viagem da presidenta Dilma Rousseff ao gigante asiático em abril próximo.
Fontes do Ministério de Relações Exteriores precisaram que Patriota conversará em Beijing com o vice-presidente chinês, Xi Jinping, seu homólogo, Yang Jiechi, e o ministro de comércio, Chen Deming.
A viagem do chanceler faz parte da preparação da visita de estado que a presidenta brasileira realizará a China nos dias 13, 14 e 15 de abril próximo, quando ademais participará na terceira Cimeira do Grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e Chinesa), a realizar na cidade de Hainan, apontaram as fontes.
Adiantaram que durante os encontros com as autoridades chinesas, o chanceler brasileiro abordará os principais temas da agenda bilateral como comércio, investimentos e cooperação em ciência e tecnologia, bem como assuntos internacionais de interesse comum.
Dados oficiais divulgados por Itamaraty refletem que Chinesa é o maior inversionista estrangeiro e principal sócio comercial do Brasil, com um intercâmbio ascendente a 56 mil milhões de dólares em 2010, um 55,1 por cento mais que em 2009. A balança favorece a Brasília em uns cinco mil milhões de dólares.
Em recente entrevista a emissoras de rádio brasileiras e a televisão estatal, Patriota assegurou que a visita da presidenta Rousseff à nação asiática permitirá ampliar ainda mais os nexos bilaterais e buscar mecanismos para reduzir o desequilíbrio comercial.
Ao conversar comigo sobre as prioridades da política externa de seu governo, a presidenta Rousseff deixou claro que a prioridade é América do Sul e depois expressou seu interesse em sustentar contatos com os líderes da China e Estados Unidos, que são os principais aliados comerciais do Brasil, assegurou Patriota.
Sobre a rejeição de alguns setores industriais brasileiros às importações chinesas, o chanceler indicou que o assunto está em que Brasília exporta a Beijing majoritariamente produtos básicos (mineral de ferro, soja e petróleo), enquanto importa produtos manufaturados.
Por isso, referiu, a visita da presidenta Rousseff permitirá identificar novas oportunidades comerciais em um país de mil 400 milhões de habitantes, bem como diversificar nossa agenda exportadora.
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