- O Ministério das Relações Exteriores do Chile recomendou aos chilenos que estão na Líbia que entrem em contato com a Embaixada do Brasil em Trípoli caso queiram se abrigar da crise política pela qual o país africano passa.
Segundo a Chancelaria chilena, a diplomacia brasileira "ajudará nossos compatriotas mediante a base do acordo de assistência consular entre Brasil e Chile", que reiterou sua recomendação ao seu poço de não viajar à Líbia.
O governo de Sebastián Piñera voltou hoje a "deplorar e condenar energicamente a repressão governamental [líbio] contra os seus cidadãos, uma ação contrária ao espírito de diálogo reivindicado pelo Chile e pela comunidade internacional para resolver a crise política naquele país e profundamente oposta ao pleno respeito dos direitos humanos consagrados na Carta das Nações Unidas".
Peru rompe relações
O Peru suspendeu hoje "toda relação diplomática com a Líbia, até que tenha fim a violência contra a população", como informou a assessoria de imprensa da presidência no microblog Twitter.
O ex-chanceler peruano e atual parlamentar governista, Luis Gonzáles Posada, propôs essa medida diante da onda de protestos vivida na Líbia, por conta do descontentamento da população com o regime de Muammar Kadafi. O congressista qualificou o governo da nação africana como "genocida", e indicou que o rompimento de relações isolaria o país.
Calcula-se que a repressão oficial na Líbia tenha deixado ao menos 2.000 mortes, segundo a imprensa internacional. O governo atesta que houve 300 mortes. Kadafi disse aos líbios nesta terça-feira que não abandonará o poder. "Terminarei como um mártir", declarou.