sábado, 8 de janeiro de 2011

PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA

O ministro da Defesa anunciou hoje que até ao final do mês será formalizada a participação da indústria portuguesa na construção do novo avião de transporte militar da Embraer, o KC-390, mas evitou dizer se comprará o aparelho.




A participação portuguesa no projecto, reiterou o ministro, será feito em duas vertentes: estruturas metálicas e software.



"Será feito nos moldes previstos desde o início. A participação portuguesa far-se-á em duas grandes áreas: A primeira é a de engenharia de estruturas em que ficará na indústria portuguesa o fabrico de parte da fuselagem do KC-390 (avião militar de transporte de pessoal e equipamento). O segundo domínio é de engenharia de software e de sistemas de comunicações", explicou o ministro.



Augusto Santos Silva recordou que "as empresas tecnológicas portuguesas públicas e privadas que trabalham também para a área da defesa têm capacidades muito importantes" neste segundo domínio do software.



Já sobre se a participação portuguesa no consórcio do KC-390 pressupõe a aquisição de aparelhos deste tipo à Embraer para substituir os C-130 que utilizamos, Augusto Santos Silva foi menos claro.



"Portugal considerará [o KC-390] na substituição dos C-130, quando esta se colocar - estamos neste momento a modernizar o nosso avião de transporte estratégico que vai chegar ao fim do seu ciclo de vida dentro de uma década", disse o ministro.



Para Augusto Santos Silva, "é preciso planear com tempo a substituição dos C-130 e nesse processo de planeamento é evidente que a nova aeronave - em cuja produção participa a indústria portuguesa - será um candidato óbvio", sublinhou.



Para além da aeronáutica, o ministro da Defesa salientou como outra prioridade para a dinamização da economia nesta área, a construção naval.



Santos Silva garantiu que os estaleiros de Viana do Castelo têm capacidade para construir navios para serem vendidos a outros países.