sábado, 8 de janeiro de 2011

wikileaks e suas pérolas

A posição do Gana como centro de novas rotas do tráfico de cocaína da América Latina foi uma das mais recentes informações reveladas hoje por documentos diplomáticos divulgados pelo site Wikileaks e citados pela imprensa internacional.




O jornal britânico The Guardian avança que em janeiro o Presidente do Gana, John Evans Atta Mills, disse ao secretário de Estado adjunto norte-americano para os assuntos africanos, Johnnie Carson, que temia “um futuro sombrio” para o povo daquele país.



De acordo com o mesmo jornal, Mills terá mesmo manifestado a sua preocupação sobre o eventual envolvimento de elementos do Governo com traficantes de drogas.



Outros documentos secretos norte-americanos divulgados hoje pela imprensa internacional reproduzem uma conversa informal entre o ex-primeiro-ministro de Singapura, Lee Kuan Yew, (1959-1990), a embaixadora dos EUA, Patricia Herbold, e o secretário de Estado adjunto Thomas Christensen.



No encontro, Lee chama aos líderes da junta militar da Birmânia “estúpidos” e “lentos” e salienta que lidar com aquele regime é como “falar com pessoas mortas”.



Outras notas diplomáticas confidenciais dão conta de que os diplomatas norte-americanos acompanharam com muita atenção as tensões entre o ex-presidente do Governo catalão José Montilla, do PSC, e José Luis Rodriguez Zapatero presidente do Governo espanhol, do PSOE.



Os conflitos devido ao Estatuto da Catalunha e ao novo financiamento autonómico puseram em alerta o consulado americano que apreciou as atitudes “se paratistas” no PSC, pela procura do setor 'catalanista' de ter grupo próprio no Congresso.



Outra revelação com eco na imprensa internacional foi a alegada intervenção do departamento de Estado norte-americano para impedir que a presidência espanhola da UE (no primeiro semestre deste ano) levantasse o embargo de armas contra a China.



O diário espanhol El País revelou, por outro lado, que os EUA criaram em 2007 - dois anos após os atentados de Londres - um grupo de trabalho especial para combater e observar a radicalização da comunidade muçulmana no Reino Unido.



O dia de hoje também continuou a ser marcado pelo processo criminal contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange, e por diversas reações, como a do Presidente russo, Dmitri Medvedev, que exigiu do Serviço de Reconhecimento Externo que tire o máximo proveito da fuga de informação.



Outra das vozes que hoje abordou o tema WikiLeaks foi antigo líder cubano Fidel Castro, que se regozijou com o 'duro golpe' que o portal lançou contra o 'império norte-americano'.



Já a organização Repórteres Sem Fronteiras condenou as medidas tomadas por governos e agências governamentais de todo o mundo para “censurar” sítios na Internet ou meios de comunicação que divulgam telegramas do Wikileaks.



Isto no dia em que um porta-voz do Pentágono anunciou que a Força Aérea norte-americana bloqueou o acesso dos seus computadores a 25 'sites' que publicam os telegramas diplomáticos, incluindo o New York Times.